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Verão eleva preço de produtos, alerta dirigente da Acim


José Augusto Gomes, da Acim, alerta para os produtos direcionados ao calor em crescimento no mercado


  Por Redação Facesp 11 de Janeiro de 2017 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O superintendente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, José Augusto Gomes, avalia a recente pesquisa da Fundação Getúlio Vargas, que apurou aumento na taxação das bebidas e nos preços das passagens aéreas que influenciam a alta neste ano, por serem destacadas no verão brasileiro, que tem se mostrado instável entre chuvas e calor intenso. Produtos tipicamente consumidos no verão estão 9,25% mais caros neste ano, é o que mostra este estudo do Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV). “Isso quer dizer que um determinado segmento do comércio varejista está se desenvolvendo acima da média”, destacou o dirigente mariliense ao lembrar que o comércio sempre se adapta as crises econômicas. 

De acordo com o dirigente da associação comercial de Marília apesar da instabilidade econômica no Brasil, sempre um lado do comércio se destaca dos demais. “A média está sofrendo com a queda do poder econômico do consumidor”, disse. “Mas por outro lado, o verão faz com que a procura de produtos e serviços relacionados ao calor cresça nesta época do ano”, falou ao verificar a lista de produtos selecionados pela FGV que inclui 22 itens, e 9,25% de variação média dos preços entre janeiro e dezembro de 2016, na comparação com o mesmo período de 2015. “Isso acontece no frio, no calor, no outono e em todas épocas do ano”, generalizou.

Para José Augusto Gomes essa cesta de produtos do verão registrou inflação maior do que o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da FGV, que fechou 2016 com alta de 6,18%. “Os principais vilões foram as passagens aéreas (35,92%), os refrigerantes light/diet (16,16%) e as frutas (14,99%), que registraram os aumentos mais expressivos”, apontou o dirigente mariliense que sempre acompanha as pesquisa desenvolvidas pela FGV. “É analisando os dados com antecedência, principalmente quanto as tendências, que é possível se planejar de acordo com a realidade”, ensinou ao chamar a atenção para as lojas deste segmento que se destacam no momento, pois, apesar da inflação, alguns produtos ficaram mais baratos neste período como são os casos: Erva mate (-12,05%), hotel (-1,62%), excursão e tour (-1,56%), entre outros que apresentaram quedas nos preços.

Nas justificativas dos especialistas e analistas da pesquisa, é preciso levar em consideração que houve aumento na taxação das bebidas, sendo que as passagens áreas, por conta da redução da concorrência e da influência do dólar, permaneceram em um patamar elevado. “A recessão colaborou para a redução dos preços relativos à hotelaria e aos eletrodomésticos”, apontou José Augusto Gomes que constantemente avalia as pesquisas de marcado para orientar os comerciantes associados da entidade. “Eletrodomésticos como ar condicionado (3,13%), geladeira e freezer (3,47%) e ventiladores (5,96%) subiram menos do que o IPC”, falou com a pesquisa em mãos.

O forte calor dos últimos dias pode manter esses preços pressionados, por conta da lei da oferta e da procura. “Quanto maior a procura, a tendência é o preço eleva-se”, disse. “Como não temos o controle do calor, fica difícil avaliar o período dos preços elevados, bem como o índice de crescimento dos valores”, disse o dirigente mariliense que pede cautela e bom sendo por parte dos comerciantes nesta sazonalidade.