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Retorno do otimismo estimula comércio varejista, diz Acim


José Augusto Gomes acompanha a performance econômica e acredita em reação positiva


  Por Redação Facesp 09 de Fevereiro de 2017 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O superintendente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, José Augusto Gomes, considerou o retorno do otimismo da indústria, levando o Indicador Antecedente de Emprego (IAEmp) a subir 5,6 pontos em janeiro, alcançando 95,6 pontos, considerado o maior nível desde os 98,7 pontos de maio de 2010, estimula o comércio varejista num todo, afinal, a possibilidade de elevar o poder de compra do consumidor passa a estar próximo. “Não existe outra forma do comércio reagir a crise sem a elevação do poder de compra do consumidor, que só se consegue com novos empregos”, disse o dirigente mariliense ao observar recente pesquisa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística da Fundação Getúlio Vargas (Ibre/FGV), que, na média móvel dos últimos três meses, o indicador avançou 0,9 ponto.

De acordo com José Augusto Gomes a melhora se deu após o indicador recuar 3,1 pontos em dezembro de 2016, comparado com o mês anterior, o de novembro. Como reflexo da evolução favorável do Indicador Antecedente de Emprego, o Indicador Coincidente de Desemprego (ICD) também fechou janeiro com evolução favorável, recuando 1 ponto em janeiro, para 103,6 pontos. “Outro indicativo favorável ao comércio varejista”, apontou o superintendente da Acim ao lembrar de que a queda interrompeu a sequência de quatro altas consecutivas, mas ainda considerada insuficiente para alterar a tendência de alta do indicador em médias móveis trimestrais. “Mas já é um sinal de que a economia está começando a melhorar”, acredita.

Para o dirigente da Acim o retorno do otimismo quanto à situação do emprego no país está diretamente ligado ao ciclo de redução da taxa básica de juros, iniciada pelo Banco Central no fim do ano passado, que passa a ter reflexo na economia, que naturalmente, aparece no início do ano. “Isso vai puxar outros indicativos”, acredita o superintendente que acompanha as performances econômicas, e, mesmo assim, acredita que essa melhora representa uma estabilidade em um nível ainda elevado do indicador, enfatizando a situação difícil do mercado de trabalho atual. “Ainda não está bom”, admitiu. “Precisamos de outras ações governamentais para fazer a economia retomar o crescimento”, alertou ao considerar os postos de trabalho como fundamental, mas a queda dos juros e a diminuição da carga tributária como sendo necessidades básicas.

Os componentes que mais contribuíram para a alta do Indicador Antecedente de Emprego foram os indicadores que medem a expectativa com a situação dos negócios para os próximos seis meses e o ímpeto de contratações nos próximos três meses, ambos da Sondagem da Indústria, com variações de 11,1 e 10,9 pontos, respectivamente. Em relação ao Indicador Coincidente de Desemprego, a classe do consumidor que mais contribuiu para a queda do índice foi o grupo dos consumidores com renda mensal familiar entre R$ 4.800 e R$ 9.600, cujo indicador de percepção de facilidade de se conseguir emprego (invertido) recuou 4,6 pontos.