Acontece no Estado

Queda da Taxa Selic agrada diretoria da Acim


Alencar Burti, presidente da Facep, elogia performance do Banco Central


  Por Redação Facesp 12 de Janeiro de 2017 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


A diretoria da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília considerou válido o comportamento do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central que decidiu, por unanimidade, reduzir a taxa Selic em 0,75 ponto percentual (pp) para 13% ao ano. A decisão surpreendeu os analistas financeiros, que previam o corte de 0,50 pp. Segundo pesquisa do Broadcast Projeções, de 71 instituições financeiras consultadas, apenas cinco esperavam corte de 0,75 pp; 65 esperavam corte de 0,50 pp e uma de 0,25 pp. “É um importante sinal da retomada do crescimento econômico que precisa de medidas rápidas e práticas neste primeiro semestre do ano”, disse o presidente Libânio Victor Nunes de Oliveira satisfeito com a decisão. 

Segundo o comunicado do Copom, a medida foi tomada devido ao conjunto dos indicadores econômicos, que sugere que a atividade econômica está aquém do esperado. “Se o Governo não se apressar com novas medidas, a retomada da atividade econômica deve ser ainda mais demorada e gradual”, comentou Adriano Luiz Martins, vice presidente da diretoria. Além da profunda recessão, o Copom deixou claro que encontrou espaço para efetuar um corte maior da taxa de juros por causa da queda da inflação. “O comitê confirmou que a inflação recente continuou mais favorável que era esperado, sendo um componente sensível à política monetária e ao ciclo econômico”, completou o vice presidente ao verificar a inflação acumulada em 2016 que alcançou 6,3%, abaixo da expectativa de mercado e dentro do intervalo de tolerância da meta para a inflação, que é de 6,5%. 

Alencar Burti, presidente da Associação Comercial de São Paulo (ACSP) e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), elogiou a redução da Selic em 0,75 ponto percentual. “O Banco Central acertou em sua decisão, reduzindo a taxa Selic de maneira mais significativa”, falou o dirigente paulista. “Aparentemente, ele se sente seguro em perseguir uma política de recuperação da atividade econômica e do emprego mais intensa”, completou Alencar Burti ao distribuir nota sobre o comportamento do Copom.

O tesoureiro da Acim, Gilberto Joaquim Zochio acredita que possíveis revisões no ritmo de flexibilização continuarão dependendo das projeções e expectativas de inflação e da evolução dos fatores de risco. O Banco Central reduziu mais uma vez as projeções para a inflação neste e no próximo ano e, segundo as estimativas da autoridade monetária, o ano caminha para terminar com a terceira menor inflação do Plano Real. “Estamos vivendo uma situação estranha, pois, a crise atual não eleva a inflação”, disse o dirigente mariliense ao verificar que a expectativa para o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2017 no cenário de referência caiu de 4,4% para 4%. Para 2018, o cenário teve estimativa reduzida de 3,6% para 3,4%.

Confirmada a projeção oficial do BC para 2017, o Brasil terá terminado o ano com a menor inflação em mais de uma década e o IPCA mais baixo desde 2006, ano em que o índice oficial fechou em 3,14%. Além disso, o país teria a terceira menor inflação da história do Plano Real e ficaria apenas à frente de 1998, quando o IPCA subiu 1,65%, e de 2006. “Esta é a terceira vez seguida que o Banco Central baixou os juros básicos da economia”, lembrou o superintendente José Augusto Gomes. “Com a decisão a Selic está no menor nível desde abril de 2015, quando estava em 12,75% ao ano”, reforçou o dirigente mariliense que acompanha regularmente os procedimentos do Banco Central.