Acontece no Estado

Proprietários, gerentes e farmacêuticos participam de Encontro Setorial na Acipi


Quinta edição do evento reuniu órgãos públicos diretamente relacionados ao segmento


  Por Redação Facesp 29 de Setembro de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


A Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) promoveu em sua sede, na manhã desta quinta-feira (29), mais uma edição do Encontro Setorial, que reuniu farmacêuticos, proprietários, gerentes de farmácias e drogarias de Piracicaba e região.

A entidade contou com a parceria dos órgãos: Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhador), Corpo de Bombeiros, Procon Piracicaba e Vigilância Sanitária.

Essa iniciativa possui características preventivas e orientativas e tem como principal objetivo reunir envolvidos em diversos segmentos do comércio, indústria e prestação de serviços para disseminar conhecimento e sanar dúvidas – o que, certamente, refletirá em prevenção de ocorrências e penalidades, de acordo com as leis municipal, estadual e federal.

“A Acipi está realizando esse trabalho de orientação e prevenção para sanar dúvidas sobre as legislações vigentes diretamente com os órgãos responsáveis. Esse é o papel da entidade: contribuir para que as empresas associadas e não associadas possam trabalhar de forma mais assertiva e, assim, evitar autuações e punições, como as multas”, disse Sergio Fortuoso, superintendente da Acipi.

O procurador do município e atual diretor do Procon Piracicaba, Mauro Rontani, abriu o encontro com a palestra ‘Legislação consumerista voltada para farmácias’, falando sobre as principais obrigações de drogarias e farmácias relacionadas ao consumidor, além do trabalho da Prefeitura de Piracicaba junto às empresas do segmento. “A nossa intenção não é punir nem multar. Trabalhamos para que a prefeitura, por meio do Procon, seja uma instituição de caráter preventivo e orientativo”, explicou Rontani.

A obrigação de manter um exemplar do CDC (Código de Defesa do Consumidor) foi um dos assuntos mais enfatizados pelo diretor: “Ainda é preciso salientar que todos os estabelecimentos precisam manter um exemplar visível e acessível para a consulta do consumidor. Essa é uma das fontes de reclamação mais recorrentes e pode gerar multa de R$ 1.064”.

Além disso, Rontani falou sobre normas de precificação, ofertas, formas de pagamento, orientação sobre os produtos e práticas proibidas em farmácias e drogarias.

Em seguida, o cabo da Polícia Militar, Guaracy Ribeiro Filho, representando o Corpo de Bombeiros de Piracicaba, elencou, no universo em discussão, itens de prevenção de acidentes e sistemas de proteção e o que cabe a farmácias e drogarias em relação à prestação de primeiros socorros: “O Corpo de Bombeiros não é um órgão fiscalizador. Fazemos apenas vistorias nas empresas do segmento para indicar se estão adequadas ou não às normativas de proteção, verificando diversos itens, como extintores de incêndio, hidrantes, saídas e luzes de emergência, sinalização, compartimentação etc.”.

“Em casos de emergência, é preciso que o farmacêutico e os demais funcionários saibam a que pedir ajuda para que o atendimento seja rápido e eficaz. Em casos clínicos, aqueles em que o paciente está consciente, cabe às farmácias apenas o monitoramento dos sinais vitais. Caso ele deseje atendimento, é necessário ligar para o Samu, no 192. Se a ocorrência for um acidente de trânsito, por exemplo, é necessário manter a vítima no local, imóvel, e contatar imediatamente o Corpo de Bombeiros, pelo 193”, completou o cabo Guaracy.

O ergonomista e fisioterapeuta do Cerest, Helder Prado, também participou do encontro e falou sobre a importância de manter um ambiente adequado para o trabalho: “A ergonomia considera diversos fatores para apontar um ambiente de trabalho adequado. É preciso montar um quebra-cabeça com os fatores humanos, tecnologia, organização e ambiente de trabalho. O proprietário ou responsável pela empresa precisa aprender a respeitar a individualidade, as necessidades e as restrições de cada funcionário. Se esses itens não forem considerados, o caminho está aberto para o adoecimento físico e mental dos colaboradores”.

“A NR17 já indica que o trabalho deve ser adaptado às características psicofisiológicas dos trabalhadores, de modo a proporcionar um máximo de conforto, segurança e desempenho eficiente”, completou Prado.

Para fechar o evento, Alessandra Campos Totti falou sobre a atuação da Vigilância Sanitária de Piracicaba, legislação vigente para farmácias e drogaria, infraestrutura mínima, farmácias de manipulação e exigências sanitárias de acordo com o que é pleiteado pela empresa.

“A lei é pública e, hoje, com a facilidade de acesso, nenhuma empresa pode alegar desconhecimento. A Vigilância está aí para isso. Trabalhamos com base nos riscos. Riscos ambientais, ocupacionais, iatrogênicos e institucionais. Tudo para garantir a proteção do coletivo. Para isso temos fé pública e poder de polícia, mas estamos sempre à disposição para, além de fiscalizar, orientar esses estabelecimentos para que trabalhem da melhor forma, seguindo todas normas”, concluiu Alessandra.

Estiveram presentes, também, Marcelo Portela, fiscal do Conselho Regional de Farmácias, e Luciana Canetto Fernandes, coordenadora do departamento de Assistência Farmacêutica de Piracicaba, representando o secretário municipal Pedro Antonio de Mello.

PRÓXIMOS ENCONTROS – A Acipi realizará em outubro o Encontro Setorial voltados a restaurantes. Em dezembro, empresas do comércio de roupas, calçados e acessórios serão o foco do evento.

Antes do Encontro Setorial com farmácias, a Acipi reuniu os segmentos: estacionamentos, combustíveis, supermercados e padarias.

SERVIÇO – Para mais informações sobre os próximos Encontros Setoriais, ligue: 3417-1766, ramal 714, ou envie um e-mail para: sandra@acipi.com.br