Acontece no Estado

Preço médio no Natal é de R$ 60,00 diz dirigente


Libânio Victor Nunes de Oliveira não acredita em retração nas vendas do comércio em geral


  Por Redação Facesp 20 de Dezembro de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


Conversando com diversos comerciantes da cidade, o presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Libânio Victor Nunes de Oliveira, percebe um clima cauteloso por parte do lojista, apesar do bom movimento nos principais corredores comerciais da cidade. De acordo com o dirigente o preço médio previsto para os presentes também caiu para R$ 60,00 neste ano, de acordo com pesquisas de âmbito nacional. “Trata-se do menor valor de toda a série histórica apurada pela Fundação Getúlio Varga”, argumentou o dirigente ao verificar recente pesquisa neste sentido, principalmente quanto ao público paulistano, o termômetro de todas as pesquisas do comércio varejista. “As promoções são as principais alternativas para conquistar o consumidor”, ensinou.

Para o comércio, que já amargou um ano de vendas complicado, o resultado indica que o Natal será diferente dos demais anos. A principal data comemorativa para o setor deve ter movimento pouco acima do registrado em 2013. “A cautela é necessária, mas a esperança tem que existir e ser forte”, comentou ao verificar o indicador que calcula a intenção dos gastos dos consumidores para o Natal ficou em 69 pontos, queda de 11,6% em relação a 2013. Enquanto quase metade das famílias deve apertar o cinto do orçamento natalino, apenas 12% pretendem ampliar os gastos com presentes. Os demais manterão o valor reservado à data no ano passado. Em 2013, 34,2% dos consumidores pretendiam reduzir as compras.

Na opinião de Libânio Victor Nunes de Oliveira os dados mostram que o consumidor brasileiro está “especialmente parcimonioso com os gastos de Natal este ano”. Desde o início de 2014 a postura tem sido cautelosa das famílias brasileiras, diante de uma percepção menos favorável sobre a economia, do crédito mais caro, do peso maior da inflação no orçamento doméstico e da insegurança em relação ao mercado de trabalho. “O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) já recuou 14%, sendo o menor patamar desde dezembro de 2008”, lamentou o presidente da associação comercial. “Não se espera recuperação da confiança no curto prazo”, acrescentou o presidente da Acim.

Apesar do clima preocupante, Libânio Victor Nunes de Oliveira lembra que este não será o pior Natal do Plano Real. Dados da Associação Comercial de São Paulo, que mede o volume de vendas na cidade de São Paulo, o principal mercado consumidor do País, as vendas em dezembro do ano passado na capital paulista caíram 14,5% em relação ao ano anterior. Para este ano, a perspectiva é de retração de 6%. Na primeira quinzena deste mês, houve um recuo de 7,2% no movimento do comércio em relação ao mesmo período de 2015. “Dai a importância das campanhas promocionais com sorteio de prêmios, preços convidativos e atendimento diferenciado, que fazem com que as vendas se mantenham num mesmo ritmo”, disse ao mostrar-se animado com o volume de vendas igual a do ano passado. “Não penso em retração”, frisou.