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Pesquisa mostra consumidor otimista quanto a melhora


O vice presidente da ACI de Marília, Adriano Luiz Martins, considerou como “oportuna” o resultado de recente pesquisa desenvolvida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP)


  Por Redação Facesp 08 de Junho de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O vice presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Adriano Luiz Martins, considerou como “oportuna” o resultado de recente pesquisa desenvolvida pela Associação Comercial de São Paulo (ACSP), que mostra uma tendência de que o brasileiro está mais otimista quanto à situação financeira futura. De acordo com o levantamento, uma parcela de consumidores acha que a situação vai piorar caiu de 37% em abril para 33% em maio; insegurança no emprego também diminuiu. “Estamos vivendo uma nova expectativa diante dos fatos que estão acontecendo, mas precisamos acreditar em melhorias”, comentou o dirigente ao analisar a pesquisa divulgada que mostra dados interessantes.

Outro fato positivo apresentado pela pesquisa é que os que creem que sua situação melhorará subiu de 27% para 29%. “Acredito que isso deve crescer com os comportamentos políticos, sociais, morais e econômicos que estão em plena ebulição”, disse Adriano Luiz Martins que defende o fato de que as ações do Supremo Tribunal Federal, juntamente com a Justiça Federal, tem oferecido esperança de melhorias no quadro político. “Querendo, ou não, isso influencia diretamente no comportamento de toda a sociedade”, opinou ao lembrar que a pesquisa foi feita entre 29 de abril e 14 de maio, em meio aos desdobramentos políticos que acarretaram no afastamento da presidente Dilma Rousseff.

O levantamento aponta melhora, também, na percepção quanto a perda de emprego. Em abril, 62% dos entrevistados estavam inseguros no trabalho, ao passo que em maio eram 59%. Esses dados positivos, contudo, não podem ser traduzidos em consumo de produtos mais dependentes de crédito. Manteve-se estável o nível de intenção de compra de eletrodomésticos. Em maio, apenas 12% disseram se sentir à vontade para comprá-los (13% em abril). Já em relação a bens de maior valor, como imóveis e automóveis, 9% dos entrevistados disseram estar favoráveis a esse tipo de compra em ambos os meses.

Os itens da pesquisa referentes à situação financeira atual dos brasileiros não apresentaram variações de um mês para outro. “Apesar da melhora, o momento é delicado”, acrescentou Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da associação comercial local. “Aos poucos vamos restaurar a confiança”, completou ao dizer que o governo precisa ter cautela, disposição e seriedade na busca pelas melhores soluções econômicas e sociais. “E os partidos têm que pensar no País, e não apenas neles mesmos”, alfinetou o presidente da Acim, atual vice presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). 

A pesquisa tem margem de erro de três pontos e foi encomendada pela ACSP ao Instituto Ipsos, que fez 1.200 entrevistas domiciliares em 72 municípios, por amostra representativa da população brasileira de áreas urbanas (Censo 2010 e PNAD 2013), com seleção probabilística de locais de entrevista e cotas de escolha do entrevistado, ambas baseadas em dados oficiais do IBGE.