Acontece no Estado

Natal 2016 tem balanço negativo de vendas para 44% das lojas, diz ACMC


Pesquisa revela que quase a metade dos estabelecimentos de Mogi das Cruzes contabilizou números inferiores a 2015 no final do ano, enquanto 30% elevaram os negócios e 26% mantiveram o mesmo patamar de vendas


  Por Redação Facesp 16 de Janeiro de 2017 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


Acompanhando a tendência dos principais centros urbanos, o comércio mogiano também registrou resultado negativo nas vendas de final de ano. Pesquisa da Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC), divulgada nesta segunda-feira (16/01) revela que quase metade das lojas vendeu menos no Natal 2016, na comparação com o mesmo período de 2015, confirmando o balanço prévio divulgado pela entidade na última semana de dezembro.  A retração dos negócios no varejo foi de aproximadamente 5% no Estado de São Paulo.

Realizada com lojas dos segmentos de vestuário, calçados, brinquedos, perfumaria, eletroeletrônicos, joalherias e supermercados, a pesquisa da ACMC revela que 44% dos estabelecimentos venderam menos no Natal 2016 do que o contabilizado no ano anterior. O período de final de ano é considerado o melhor para o comércio varejista. 

“O Natal é a época mais aguardada pelo comércio e as vendas sempre são superiores aos outros meses porque tem toda a tradição dos presentes e há também mais dinheiro em circulação. Porém, desde 2014, os balanços mostram uma retração nos negócios e 2016 não foi diferente, principalmente porque o consumo veio desaquecido o ano todo, reflexo da crise econômica, dos milhares de desempregados e do medo dos consumidores de assumir dívidas”, avalia Silvio Moraes, diretor de Eventos da ACMC.


O dirigente ressalta que os resultados em Mogi das Cruzes acompanharam o que aconteceu em outras regiões do Estado e não foram piores porque os comerciantes se prepararam para o Natal com os “pés no chão” e já com perspectivas desfavoráveis. “A vantagem é que os comerciantes, em sua maioria, conseguem trabalhar com controle de estoques e se abasteceram com bastante cautela, segurando os investimentos e direcionando os negócios para o que o mercado realmente estava absorvendo”, diz Moraes. Essa condição possibilitou que muitos comércios, inclusive, conseguissem superar os concorrentes e registrar balanço positivo nos negócios. A pesquisa da ACMC aponta que 30% das lojas consultadas registraram, no Natal 2016, vendas superiores as de 2015. E outras 26% mantiveram o mesmo volume de negócios.

“Levando em conta o cenário de adversidade, os resultados do Natal 2016 para a maioria das lojas pode estar indicando a interrupção da queda acentuada das vendas. A continuidade dessa recuperação nos negócios, no entanto, depende muito das medidas que o Governo adotar. O recente anúncio da redução dos juros é um bom caminho”, destaca Silvio Moraes.

O diretor da Associação Comercial lembra, ainda, que os resultados favoráveis da Black Friday, nos últimos dias de novembro, também impactaram de forma positiva os resultados do final de ano. “Muitos consumidores anteciparam as compras de Natal na Black Friday e esse movimento de consumidores contribuiu para o resultado do período como um todo”, conclui o dirigente.  






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