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Inadimplência tem redução no primeiro semestre em Mogi das Cruzes


Balanço da ACMC indica que 6.855 dívidas deixaram de ser pagas nos seis primeiros meses do ano, índice 11,5% menor do que em 2014


  Por FACESP 07 de Julho de 2015 às 00:00

  | Informações da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


Apesar do cenário adverso, Mogi das Cruzes fechou o primeiro semestre do ano com redução na taxa de inadimplência. Balanço da Associação Comercial da cidade mostra que 6.855 dívidas deixaram de ser pagas pelos consumidores nos seis primeiros meses do ano, índice 11,5% menor do que o registrado no mesmo período de 2014. Foi menor, também, o percentual de pessoas que quitaram os débitos: -16,36% em 2015.

Os dados divulgados nesta segunda-feira (6), revelam que o Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) entra no segundo semestre com 29.680 dívidas inscritas na inadimplência, o que representa um prejuízo de R$ 14,2 milhões para o comércio. São 22.500 consumidores com restrições de crédito em razão da falta de pagamento de compras efetuadas na Cidade, lembrando que o cadastro do SCPC fica ativo por um período de cinco anos e que uma mesma pessoa pode ter várias dívidas pendentes, por isso, o número de débitos é maior do que o de inadimplentes.

O balanço do semestre indica que, com exceção dos meses de março e abril, em todos os outros o número de inclusões no SCPC foi inferior ao mesmo período do ano passado. Nos seis primeiros meses, 6.855 dívidas foram incluídas no cadastro da inadimplência, contra 7.746 de 2014 – diferença de 11,5%. Os homens, na faixa etária dos 30 a 40 anos, representam a maioria dos inadimplentes no primeiro semestre de 2015. Eles respondem por 71% das dívidas que não foram pagas, enquanto as mulheres por 29%. A maior parte dos consumidores - 90% - revela ser solteira, embora muitos convivam em união estável.

Já no caso das exclusões, a redução dos indicadores foi maior. No primeiro semestre do ano passado, 5.023 dívidas foram pagas, enquanto agora em 2015 foram 4.201. Na prática, -16,36% débitos deixaram de ser quitados pelos consumidores e continuam ativos. “Os índices de inadimplência têm aumentado em todas as regiões e setores, então, o fato de no comércio ele ter caído no primeiro semestre é favorável. Mas não podemos deixar de levar em conta que as exclusões caíram numa proporção ainda maior, o que que confirma as dificuldades das pessoas em quitarem seus débitos. Bom mesmo seria se a queda na inadimplência fosse acompanhada de um aumento das exclusões, com mais pessoas pagando suas dívidas”, ressalta Marco Zatsuga, vice-presidente da ACMC e diretor do SCPC. 

As estatísticas revelam também que o movimento de consumidores no comércio foi menor no primeiro semestre deste ano, já que o volume de consultas por parte das lojas no SCPC foi 1,5% menor. As consultas servem de termômetro, pois elas são o recurso utilizado pelos comerciantes para certificar a condição de crédito do consumidor antes de efetivar a venda.  O movimento foi menor nos quatro primeiros meses, mas reagiu nos dois últimos meses, que foram os que tiveram as datas comemorativas do Dia das Mães e Dia dos Namorados.

“Nessas datas, há um apelo maior junto ao consumidor e as lojas investem em promoções e outros atrativos”, avalia Zatsuga. “A expectativa é de que neste segundo semestre haja um começo de recuperação da economia, com a geração de empregos e  a melhoria de renda, para que o consumo volte a aquecer e as pessoas tenham condições de pagar suas dívidas”, conclui o vice-presidente da ACMC.