Acontece no Estado

INADIMPLÊNCIA - Julho mantém alta no valor acumulado


Adriano Luiz Martins, vice presidente da Acim, fala sobre a inadimplência acumulada nos últimos cinco anos


  Por Redação Facesp 08 de Agosto de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O mês de Julho mantém em alta o valor da dívida acumulada no comércio de Marília nos últimos cinco anos, conforme dados estatísticos do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, que aponta débito existente de R$ 14.943.225,10 com elevação de 0,15% referente ao mês anterior. “Esse é um valor que fica parado e sem utilização por parte do empresariado”, lamentou o vice presidente da associação comercial local, Adriano Luiz Martins, que ressalta ser um valor elevado, principalmente diante do momento delicado vivido pelo comércio em geral. “Qualquer dinheiro parado atrapalha, ainda mais numa quantidade como essa”, reforçou o dirigente ao dizer que o débito é acumulado nos últimos cinco anos o que preocupa, pois, demonstra falta de poder de ganho do consumidor.

Segundo o dirigente mariliense a maioria dos devedores não deve por que quer e sim porque não encontram condições de pagar a dívida. Somente no mês de julho foram registrados 26.496 devedores cadastrados com uma média de R$ 564,00 por dívida, o que nos padrões do comércio mariliense é considerado elevado o valor. “O comerciante fica sem receber e por isso não consegue pagar alguns dos compromissos obrigatórios”, disse Adriano Luiz Martins ao verificar no documento a existência de 48.631 dívidas acumuladas cadastradas nos últimos cinco anos com a média de R$ 307,00 cada. “Isso quer dizer que existem pessoas com mais de uma dívida”, imagina o dirigente da associação comercial local.

A mesma estatística desenvolvida pelo SCPC da Acim aponta que o sexo feminino é o mais pendente, o que é considerado normal, por se expor mais. “Sem dúvida as mulheres vão mais as compras do que os homens”, concluiu Adriano Luiz Martins ao notar os 503 registros femininos no mês de julho deste ano e os 13.156 registros de débitos femininos nos últimos cinco anos, de acordo com os dados do SCPC da Acim. “Culturalmente as mulheres vão mais as lojas do que os homens, e por esta razão, elas se arriscam mais”, disse ao considerar insignificante quem deve e se preocupar com a quantidade de devedores e da dívida acumulada. “Precisamos é evitar o débito acumulado, seja de quem for”, defendeu.

Para o presidente da ACI de Marília, Libânio Victor Nunes de Oliveira, é importante que o comerciante se informe antes de oferecer crédito ao consumidor, utilizando os sistemas do SCPC de Acim que conseguem ajuda-lo na decisão. “Além de consultar o SCPC da Acim sobre a ficha cadastral do consumidor, é preciso que o lojista tenha referências e o máximo de informação possível do cliente”, comentou o dirigente também em tom de preocupação com o elevado valor do débito acumulado. “Esse dinheiro poderia ser utilizado para investimentos na loja, na contratação de pessoal e até no pagamento de tributos”, apontou o presidente da associação comercial que orienta os comerciantes em geral para que procurem um acordo com o devedor o quanto antes. “O comerciante perde o produto, o dinheiro e ainda tem que pagar os tributos e comissões da venda realizada”, disse. “Sem receber ele perde duas vezes, ficando sem o produto e sem o dinheiro”, alertou ao propor que a loja procure os devedores e ofereça condições de um acordo.