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Festas juninas movimentam o comércio de Mogi


Pesquisa da Associação Comercial mostra que lojas já registram aumento na procura por produtos típicos e expectativa é de vendas no mesmo patamar de 2015, com acréscimo nos negócios em alguns segmentos


  Por Redação Facesp 13 de Junho de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O comércio mogiano já sinaliza aumento no movimento em razão das festas juninas. Os tradicionais festejos devem ser responsáveis por um aquecimento nos negócios neste período em diversos segmentos, de roupas e alimentos típicos até artistas. Pesquisa realizada pela Associação Comercial de Mogi das Cruzes (ACMC) aponta que a maioria dos estabelecimentos, mesmo com a recessão na economia, espera atingir o mesmo volume de vendas do ano passado, enquanto outros trabalham com perspectivas de aumento de 7% a 10% nos negócios.

A maior parte dos estabelecimentos pesquisados já contabiliza maior procura dos consumidores pelos produtos e essa demanda deve se estender por todo esse mês, avançando também para julho. As escolas são responsáveis pela maior parte das festas e, só na Cidade, são aproximadamente 300 estabelecimentos de ensino. Há, ainda, as festas promovidas por empresas e pelas famílias.
“A demanda neste período do ano é grande e movimenta muitos setores do comércio. Há grande procura por roupas típicas, artigos de papelaria e tecidos para decoração, alimentação, descartáveis, aluguel de mesas e cadeiras e até contratações de músicos”, diz Silvio Moraes, diretor de Eventos da Associação Comercial. 

Proprietária do Colégio Passo a Passo Evolução, Daniella Alexandre Nóbrega, conta que a realização da festa junina é uma tradição na unidade e mobiliza professores, alunos e familiares. “A maioria dos estudantes participa e há um investimento em papéis e tecidos para a decoração, alimentos e roupas. Em alguns anos também contratamos artistas para animar a festa”, revela.
O diretor da Associação Comercial ressalta que o importante é o comércio estar preparado para atender essa demanda gerada pelas festas juninas. “Existe um potencial a ser aproveitado pelos lojistas para incrementar os negócios. E isso vale para todos os segmentos e não só para aqueles que trabalham com artigos típicos dessa época. Muitas pessoas, por exemplo, investem em roupas e calçados novos para ir nas festas dos filhos e amigos”, pontua Moraes.

O empresário Renato Moretti Pereira de Faria, do colégio Estrutural, diz que a festa junina é um evento que envolve todo o corpo docente, alunos e familiares. A organização da festa demanda a compra de artigos de papelaria e tecidos para a confecção da decoração da escola, aluguel de estrutura de barracas e toda a parte de alimentação, além das vestimentas dos estudantes. “Há também a compra de prendas para o bingo e para as barracas de brincadeiras. A realização da festa, portanto, gera um movimento importante no comércio”, aponta.

Trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial, as festas juninas surgiram em função principalmente das festividades religiosas que ocorrem no mês de junho em homenagem aos santos católicos Santo Antônio (dia 13), São João (24) e São Pedro (29). Nos últimos anos, em razão do grande número de comemorações, muitas escolas e empresas estenderam o calendário também para o mês de julho.