Acontece no Estado

Empresários se unem contra a crise na abertura do 16º Congresso da Facesp


Associações comerciais do Estado de São Paulo participam, no Guarujá, de um dos maiores fóruns sobre empreendedorismo do país


  Por FACESP 06 de Novembro de 2015 às 00:00

  | Informações da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


Cerca de mil pessoas acompanharam, na noite de ontem (4/11), a cerimônia de abertura do 16º Congresso da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp).

Em seu discurso de abertura, o presidente da Facesp e da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), Alencar Burti, ressaltou que a 16ª edição do congresso “realiza-se em um momento muito delicado da vida nacional, em que se superpõem crises ética, política, fiscal, econômica e social, cujos desdobramentos ainda não são previsíveis, o que gera um ambiente de incerteza não apenas para as atividades empresariais mas, também, para a população, seja na qualidade de cidadãos, de trabalhadores ou de consumidores”.

De acordo com Burti, as lideranças brasileiras precisam ter inspiração, foco, trabalho e ideias para encontrar caminhos e superar a crise. Para ele, é fundamental que as associações comerciais busquem o fortalecimento do associativismo e contribuam para que os empresários possam administrar melhor suas empresas. 

Em relação a esse aspecto, especificamente, o presidente da Facesp destacou o elo da entidade junto ao Sebrae, “que tem sido de fundamental importância para o aprimoramento da atividade empresarial, como se pode constatar pelos resultados do Projeto Empreender”.

Ainda na abertura do 16º Congresso da Facesp, Burti criticou a lei paulista nº 15.659, que obriga o envio de correspondência com aviso de recebimento a consumidores inadimplentes antes da inclusão de seus nomes em cadastros de inadimplentes. “Esse é apenas um pequeno exemplo de interferências descabidas em nossas atividades”, disse.

“A sociedade brasileira já mostrou maturidade em diversas oportunidades e, certamente, saberá tirar lições dos acontecimentos que nos conduziram à situação atual, para evitar que os mesmos se repitam”, concluiu Alencar Burti em sua fala inicial.

A cerimônia de abertura contou com a participação de diversas autoridades, empresários e lideranças, como a prefeita do Guarujá, Maria Antonieta de Brito; o presidente da Câmara de Vereadores do Guarujá, Ronald Nicolacci; o prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Aurélio Bertaiolli; o presidente do Tribunal de Justiça de SP, José Renato Nalini; o vice-presidente da Facesp para o litoral, Eliseu Braga Chagas; o presidente da Associação Comercial e Empresarial do Guarujá, Rogério Sachs; o presidente da Associação Comercial de Santos, Roberto Clemente Santini; o deputado estadual Itamar Borges; o diretor técnico do Sebrae-SP Ivan Hussni; o presidente da Boa Vista SCPC, José Roberto Mauro; o superintende-geral da Facesp, Natanael Miranda dos Anjos; e a coordenadora do Conselho da Mulher Empreendedora da Facesp, Fádua Sleiman.

FORÇA EMPREENDEDORA

O vice-presidente da Facesp para a região do litoral paulista, Eliseu Braga Chagas, ressaltou a importância da região, que tem as duas cidades mais antigas do País – São Vicente e Itanhaém –, além do principal porto brasileiro, em Santos. Para Chagas, é importante que todos tenham a sensibilidade de se unir em prol de uma causa maior: a superação do atual cenário de dificuldades.

Já Rogério Sachs, presidente da AC do Guarujá, relembrou que essas entidades têm posição de relevância em todos os segmentos, colaborando sempre com a sociedade. “Na busca de soluções, devemos firmar parcerias e alianças com entidades civis e governamentais para conquistar resultados socais e econômicos”.

Por sua vez, o presidente da AC de Santos, Roberto Clemente Santini, afirmou que o 16º Congresso da Facesp deixará contribuições importantes para o Brasil. “O objetivo central, sem dúvidas, é estimular o ato de empreender. E empreender é definir metas e planejamento e buscar informações. É persistir e ter comprometimento”, disse.

Anfitriã do 16º Congresso da Facesp, a prefeita do Guarujá, Maria Antonieta de Brito, recebeu com gratidão os mil participantes do evento. Durante sua fala, a chefe do Executivo guarujaense definiu como políticas e econômicas as razões da atual crise. “Tenho convicção de que, por meio da participação consciente, da junção de esforços e de um pacto de enfrentamento, nós vamos conseguir superar esse difícil momento pelo qual o País está passando”, discursou Maria Antonieta.

O presidente da Câmara de Vereadores do Guarujá, Ronald Nicolacci, agradeceu aos convidados pela presença na cidade. Em referência ao ex-presidente americano John F. Kennedy, conclamou que, em momento de crise, mais do que pensar no que o País pode fazer por elas, as pessoas precisam pensar o que elas podem fazer pelo país.

Ivan Hussni, diretor técnico do Sebrae-SP, reforçou o papel das micro e pequenas empresas. “A importância de eventos como este fica ainda mais evidente quando analisamos o impacto das MPEs em nosso país. Somos 99% de todas as empresas formalmente constituídas, 52% dos empregos formais e mais de 17 milhões de carteiras assinadas”.

Em um dos discursos mais aplaudidos da noite, o prefeito de Mogi das Cruzes, Marco Aurélio Bertaiolli, relembrou que a classe empresarial, mais do que qualquer outra, precisar se superar diariamente. “A força do empreendedor já é uma superação. Falta neste momento, no nosso Brasil, o espírito empreendedor, tão presente em nossas associações comerciais”, frisou.

Em outro momento da cerimônia, o deputado estadual Itamar Borges, que lidera a Frente Parlamentar do Empreendedorismo, observou que o empreendedor é uma figura essencial para a economia de qualquer nação. “A minha gestão como prefeito de Santa Fé do Sul não seria a mesma sem a parceria que tive com a associação comercial”, disse o deputado do PMDB.

Por fim, José Renato Nalini, presidente do TJ-SP, iniciou sua apresentação afirmando que “todos nós somos muito maiores do que a crise”. Sua crítica mais contundente foi à alta carga tributária brasileira, dizendo que o governo é “insaciável”. “Temos uma tributação de primeiro mundo, mas serviços públicos de quinto mundo, que nos envergonham”, destacou. [Renato Santana de Jesus]