Acontece no Estado

Emprego na indústria do Alto Tietê permanece negativo


Em dois meses, setor demitiu 500 trabalhadores e continua abaixo da média estadual. Direção do Ciesp ainda tem expectativa de melhora no segundo semestre


  Por Redação Facesp 17 de Março de 2017 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O nível de emprego industrial no Alto Tietê voltou a apresentar resultado negativo no mês de fevereiro/2017, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira (16/03) pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). A variação ficou em -0,43%, o que significou uma queda de aproximadamente 250 postos de trabalho nas oito cidades que integram a Diretoria Alto Tietê – Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.

Com o resultado de fevereiro, o Alto Tietê terminou o primeiro bimestre de 2017 com retração de 0,85% no nível de emprego e o fechamento de aproximadamente 500 postos de trabalho – as demissões acumuladas nos dois primeiros meses do ano correspondem a 8% do total registrado em 2016 (6 mil vagas). Nos últimos 12 meses, o acumulado no nível de emprego industrial é de -8,23%, equivalente ao fechamento de 5.150 postos de trabalho.

A pesquisa Ciesp mostra que, em fevereiro/2017, o nível de emprego ficou negativo na maioria das regiões industriais paulistas - das 35 pesquisadas, apenas 9 tiveram saldo positivo e 2 ficaram estáveis. O Estado de São Paulo, que tinha registrado indicador favorável em janeiro, no último mês também contabilizou variação negativa de 0,14%. Ainda assim, uma média superior a do Alto Tietê, que encerrou o mês na 23ª posição no ranking das regiões industriais.

“Apesar de ainda permanecer negativo, há um fator favorável que precisa ser considerado no Alto Tietê que é a estabilidade. Ocorreram demissões em fevereiro, mas no mesmo patamar de janeiro e próximo do registrado também em dezembro. Existe uma tendência de lenta recuperação, já verificada em algumas outras regiões, e essa estabilidade reforça a expectativa de melhora também no Alto Tietê nos próximos meses”, ressalta o diretor do Ciesp Alto Tietê, José Francisco Caseiro. “Temos aí a liberação das contas inativas do FGTS que deve contribuir para o aumento do consumo, mas para que o investimento na produção aconteça realmente, é fundamental uma redução mais acelerada das taxas de juros e o aumento da oferta de crédito”, acrescenta o dirigente.
O nível de emprego industrial no Alto Tietê foi influenciado no mês de fevereiro/2017 pelas variações negativas de Produtos de Metal, exceto Máquinas e Equipamentos (-2,79%); Produtos de Borracha e de Material Plástico (-1,28%); Produtos Químicos (- 0,07%) e Celulose, Papel e Produtos de Papel (-0,23%).  

Dos 18 setores pesquisados, 7 apresentaram variação positiva no último mês. A tabela abaixo mostra o comportamento setorial dos meses de fevereiro de 2016 e 2017 e os acumulados no ano e em 12 meses.

Quando comparados os meses de fevereiro dos anos de 2016 e 2017, temos um cenário semelhante, pois em fevereiro de 2016 o resultado foi negativo em 0,44%. Abaixo, o primeiro gráfico mostra os resultados da Diretoria Regional dos meses de fevereiro nos anos de 2006 a 2017 e, no segundo, as variações mensais de fevereiro/2015 a fevereiro/2017.

 

 






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