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Emprego na indústria do Alto Tietê continua em queda


Pesquisa do CIESP aponta para o fechamento de 750 postos de trabalho em agosto; no ano, são 3.350 demissões no Alto Tietê


  Por FACESP 25 de Setembro de 2015 às 00:00

  | Informações da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O nível de emprego industrial na Diretoria Regional do CIESP Alto Tietê (região composta por oito municípios) apresentou resultado negativo no mês de agosto/2015. A variação ficou em - 1,10%, o que significou uma queda de aproximadamente 750 postos de trabalho. 

No ano, o acumulado é de -4,72%, representando uma queda de aproximadamente 3.350 postos de trabalho. Nos últimos 12 meses, o acumulado é de -5,63%, representando uma queda de aproximadamente 4.050 postos de trabalho. 

“Os números da pesquisa retratam a realidade vivida nas indústrias do Alto Tietê. Salvo algumas exceções, a maioria está demitindo em razão da baixa produção e da necessidade premente de corte de despesas. A demissão acaba sendo inevitável depois que se esgotam as possibilidades de banco de horas e férias coletivas e, principalmente, diante da falta de perspectivas de mudanças no cenário econômico”, avalia José Francisco Caseiro, diretor do CIESP Alto Tietê.

O índice do nível de emprego industrial na Diretoria Regional do CIESP  Alto Tietê foi influenciado pelas variações negativas dos setores de Produtos de Minerais Não-Metálicos (-2,70%); Metalurgia (-5,31%); Produtos Têxteis (-1,48%) e Máquinas e Equipamentos (-1,07%), que foram os setores que mais influenciaram o cálculo do índice total da região.

“O setor metalúrgico, que é o mais expressivo do Alto Tietê, é um dos que mais tem sentido os reflexos da crise e está difícil suportar a situação, com o desaquecimento total do consumo e a continuidade do aumento das despesas, como da energia elétrica e a criação de novos impostos. Precisamos lutar duramente contra isso e precisamos também da mobilização da sociedade, caso contrário, será inevitável novas demissões e a situação, que já está ruim, pode piorar ainda mais”, pontua o diretor. 

A tabela abaixo mostra o comportamento setorial dos meses de agosto de 2014 e 2015 e os acumulados no ano e em 12 meses.