Acontece no Estado

Dívida acumulada se aproxima dos R$ 16 milhões


Adriano Luiz Martins, vice presidente da Acim, alerta para os cuidados com a inadimplência


  Por Redação Facesp 03 de Maio de 2017 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


Monitorando a dívida acumulada nos últimos cinco anos no comércio de Marília, estatísticas do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, mostram a aproximação do débito existente na ordem dos R$ 16 milhões. “Isto é preocupante, pois, demonstra que os acordos estão sendo mínimos e que há um crescente na inadimplência no comércio mariliense”, disse o vice presidente da diretoria da associação comercial local, Adriano Luiz Martins, ao analisar os números apresentados no mês de abril, que chegaram a R$ 15.724.273,35, numa elevação na ordem de 0,92% comparado com o mês anterior que superou R$ 15,5 milhões. “Isso não é bom”, frisou o dirigente de Marília em tom de preocupação.

De acordo com o vice presidente da ACI de Marília esse montante equivale a investimentos que deixam de ser efetuados pelos comerciantes como: ampliação de lojas, aumento do quadro de funcionários; diversificação e aumento dos estoques; além de melhorias na lojas desde a informatização, segurança e aumento de salários. “Um prejuízo muito grande de forma generalizada”, ressaltou Adriano Luiz Martins que se preocupa pelo fato de que algumas micro e pequenas empresas fecharam por causa da inadimplência. “Vender e não receber é o que de pior pode acontecer para o comerciante”, afirmou o vice presidente que é comerciante e que conhecem bem as dificuldades na gestão de uma loja.

O que o dirigente adverte é que ao vender e não receber, o comerciante é obrigado a pagar impostos, comissões e perdeu o dinheiro investido na mercadoria. “Perde três vezes”, apontou Adriano Luiz Martins que conhece casos de que empresários diminuíram o tamanho da loja, ou até fecharam, por causa da inadimplência. “É como se fosse um câncer”, comparou. “Vai corroendo a empresa aos poucos, no silêncio, e de repente a empresa está inadministravel”, ensinou o empresário e consultor que mensalmente faz o alerta aos comerciantes em geral que tomem cuidado com a inadimplência. “Existem recursos para diminuir e monitorar, mas acabar não tem como”, falou ao mostrar os números como sinal de alerta.

Para o presidente da ACI de Marília, Libânio Victor Nunes de Oliveira, o melhor caminho para o empresário que vendeu e não recebeu é o acordo extra judicial ou não. “O importante é receber cedo ou tarde, tudo ou parte”, disse. “O que não pode é deixar de receber, porque, é prejuízo na certa”, ensinou. “Outro ponto importante é consultar o crédito do cliente e ter o maior número possível de informações sobre ele, além de conseguir referências entre outros detalhes, antes de conceder o crédito”, frisou Libânio Victor Nunes de Oliveira, ao apontar as ferramentas do SCPC da Acim que são amplos, por atender todo o território nacional, e ser detalhado com várias nuances sobre o consumidor. “Antes de conceder o crédito se informe antes e se proteja”, disse.