Acontece no Estado

Dívida acumulada em Marília supera R$ 15,5 milhões diz Acim


Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, preocupado com a dívida acumulada no comércio mariliense


  Por Redação Facesp 11 de Janeiro de 2017 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O mês de dezembro de 2016 apresentou o segundo maior débito acumulado no comércio de Marília no ano, de acordo com dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, que totalizou R$ 15.566.908,76 no último mês, com uma diferença de apenas 0,13% a menos do que o mês anterior, o maior do ano passado, com um total de R$ 15.587.108,41, registrados em novembro. “Esse é um valor que deixa de ser utilizado pelo comércio em geral, prejudicando o crescimento do setor na cidade”, lamentou o presidente da associação comercial local, que considera os valores elevados para uma cidade do porte de Marília. “Não tenho dúvidas a falta que esse valor faz para o segmento comercial”, disse em tom de preocupação.

Para o dirigente mariliense esses R$ 15,5 milhões que deixam de circular entre as lojas da cidade fazem com que os lojistas não invistam em crescimento físico, de funcionários, do estoque ou até mesmo o pagamento adequado dos impostos. “Atualmente qualquer valor que a empresa deixa de receber faz falta”, comentou Libânio Victor Nunes de Oliveira ao notar que desde o mês de setembro a dívida acumulada nos últimos cinco anos ultrapassou a marca dos R$ 15 milhões, no ano passado. “São débitos acumulados nos últimos cinco anos, que, conforme a lei, ainda é possível receber, pois, depois deste prazo não dá mais para recorrer das cobranças legais”, explicou o dirigente que considera preocupante este tipo de inadimplência. “Sugiro que o lojista busque qualquer acordo para receber esse débito, pois, já perdeu com a mercadoria ou serviço, já pagou os impostos e comissões e ficou sem o dinheiro correspondente”, enumerou o prejuízo do lojista o maior prejudicado. “As juntas de conciliação (Cejusc) são os caminhos mais apropriados para um acordo legal”, indicou.

Do débito existente até dezembro são 26.248 devedores cadastrados no sistema do SCPC da Acim, com uma média de R$ 593,00 por devedor inadimplente. São 47.273 dívidas registradas com uma média de R$ 329,00 o valor de cada uma delas. “Isto quer dizer que uma pessoa deve para mais de uma loja ou na mesma loja, mas com mais dívidas”, argumentou o presidente da associação comercial que considera os valores médios elevados para uma micro ou pequena empresa da cidade. “Diante da carga tributária elevada que temos, esse é um valor que faz muita falta e que pode ser determinante para o fechamento de uma empresa se houver uma quantidade de débito grande”, explicou com experiência na área de gestão. “Na crise que vivemos qualquer centavo faz diferença”, completou.

Os débitos existentes nos últimos cinco anos apontam que o segmento feminino é o que concentra o maior número de devedores, com 13.383 devedoras, sendo o público masculino devedor de apenas 8.439 CPFs. A faixa etária do perfil do inadimplente é entre 30 e 35 anos de idade, com 4.114 registros nos últimos cinco anos. “Somente no mês de dezembro do ano passado foi o inverso”, apontou Libânio Victor Nunes de Oliveira ao verificar que no mês passado os homens passaram a dever mais (463 registros), diante das mulheres (299 registros), e com a faixa etária maior: de 36 a 41 anos de idade com 142 débitos somente em dezembro de 2016. “Por isso a importância de se pesquisar no SCPC da Acim a condição cadastral do consumidor em geral, antes de efetuar a venda”, ensinou.