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DIA DO COMERCIANTE - Acim destaca a data apesar da crise


Libânio Victor Nunes de Oliveira, presidente da Acim, admite dificuldades, mas enxerga melhorias para breve


  Por Redação Facesp 16 de Julho de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Libânio Victor Nunes de Oliveira, ressaltou a celebração do dia 16 de julho, o Dia do Comerciante, como uma data importante de reflexão sobre o problema generalizado na economia, que afeta diretamente o desempenho do comércio. “O comerciante vive de vendas, e para haver vendas é preciso ter consumidor”, disse o dirigente. “Se o consumidor não compra, não há venda, e não havendo venda o comerciante é quem sofre”, resumiu o dirigente ao apontar o problema maior no potencial de compra do consumidor que sofre com desemprego, com as altas de juros, e com a falta de expectativas. 

Diante dessa situação, o dirigente da Acim enxerga o comerciante como um agente estimulador. “O comerciante precisa ser criativo, ousado e ser perseverante”, ensinou. “Mesmo com a dificuldade generalizada ele não pode se contaminar e deixar se abater, afinal, o desânimo é o principal problema do comerciante”, falou com experiência de muitos anos no comércio e evitar os momentos depressivos nas empresas que administra. “O comércio é quem dá vida para uma cidade, que é avaliada se tem bom desempenho ou não, de acordo com a força do comércio que tem”, explicou. “E nesse sentido Marília está muito bem”, acredita. “Sofremos como em todo o País, mas aqui o comércio se reinventa a cada momento”, acrescentou o dirigente animado com as possibilidades de melhoria.

Para Libânio Victor Nunes de Oliveira existem muitas lojas que estão fechando, muitos imóveis desocupados, algumas empresas dispensando funcionários, entre outras ações de ajustes econômicos. “Em toda instabilidade econômica acontecem essas ações que normalmente são reflexos do que o País passa”, disse desconfiado. “Não é uma novidade e nem será algo inevitável, pois, sempre acontecerão quando o negócio não prospera”, falou ao enxergar no período prolongado da crise como o maior problema. “Abrir e fechar empresas é corriqueiro, bem como contratar e dispensar, que são situações normais numa empresa”, disse. “O problema é que o período das dificuldades está sendo longo e isso preocupa, pois vai formando um grupo cada vez maior de empregadores e empregados com dificuldades”, opinou o dirigente ao acreditar em tempos melhores com as definições governamentais. “Acredito que a partir do momento que definir quem será o presidente da republicada definitivo a economia vai melhorar”, defende.

Mesmo com um quadro complicado vivido pelo comerciante em geral, Libânio Victor Nunes de Oliveira lembra que o comércio de Marília está reagindo de maneira firme os impactos da crise econômica. “Está havendo uma seleção, entre as lojas sólidas e as menos consolidadas”, apontou o dirigente da Acim ao lembrar que mesmo assim, a associação comercial tem assessorado os comerciantes associados com serviços específicos de gestão, oportunidades de adquirirem novos conhecimentos, e estímulo com as campanhas promocionais. “Como associação estamos junto com o comerciante, oferecendo o que é possível para que o comércio se mantenha estável”, resumiu o presidente da associação comercial mariliense atento aos comportamentos empresariais.