Acontece no Estado

Demissões marcam o primeiro mês de 2017 na indústria do Alto Tietê


Nível de emprego medido pelo CIESP aponta fechamento de 250 postos de trabalho em janeiro. Setor espera resultados melhores nos próximos meses


  Por Redação Facesp 17 de Fevereiro de 2017 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O ano começou com indicadores negativos para a indústria do Alto Tietê. O nível de emprego industrial na Região registrado em janeiro/2017 foi de -0,42%, o que significou uma queda de aproximadamente 250 postos de trabalho nas empresas instaladas em Biritiba Mirim, Ferraz de Vasconcelos, Guararema, Itaquaquecetuba, Mogi das Cruzes, Poá, Salesópolis e Suzano.

O resultado divulgado nesta quinta-feira (16/02) pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) deixou o Alto Tietê entre as 13 regiões paulistas que registraram saldo negativo no nível de emprego em janeiro, enquanto outras 18 tiveram variação positiva e quatro ficaram estáveis. Com isso, a Região ficou aquém também da média estadual, que foi de 0,31%.

“Os números gerais apontam para o início de uma recuperação da indústria, porém essa tendência ainda não alcançou todas as regiões do Estado e não chegou no Alto Tietê. Depois de 6 mil demissões em 2016, era esperado uma estagnação nesse processo já no início do ano. Isso não aconteceu, mas ainda temos a expectativa de que nos próximos meses a indústria da Região se estabilize para, depois, pensar em retomada”, avalia José Francisco Caseiro, diretor do Ciesp Alto Tietê, ao comentar que a Região concentra grande número de empresas metalúrgicas e químicas, setores da indústria de transformação bastante comprometidos pela crise. “O governo precisa avançar rapidamente com as reformas tributária, trabalhista e previdenciária para que a economia possa reagir e o consumo ser retomado”, diz.

Em janeiro/2017, o nível de emprego industrial no Alto Tietê foi influenciado pelas variações negativas dos setores de Máquinas e Equipamentos (-1,88%); Produtos Químicos (-0,86%); Produtos Alimentícios (-0,14%) e Máquinas, Aparelhos e Materiais Elétricos (-0,33%).

A tabela abaixo mostra o comportamento setorial dos meses de janeiro de 2016 e 2017 e o acumulado em 12 meses:

Quando comparados os meses de janeiro dos anos de 2016 e 2017, o cenário é melhor, pois em janeiro de 2016 o resultado foi negativo em 1,04%. O gráfico abaixo mostra os resultados comparativos da Diretoria Regional dos meses de janeiro nos anos de 2006 a 2017.

O gráfico abaixo mostra o desempenho das variações mensais da Diretoria Regional no período de janeiro/2015 a janeiro/2017.






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