Acontece no Estado

Cresce 24% número de empresas abertas no primeiro trimestre do ano em Piracicaba


A ampliação do Simples Nacional é uma das razões desse crescimento


  Por FACESP 08 de Abril de 2015 às 00:00

  | Informações da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O primeiro trimestre de 2015 registrou um aumento de 24% no número de empresas abertas em Piracicaba, na comparação com o mesmo período de 2014. Foram 1.327 empresas abertas (48 de pequeno porte, 1.242 microempresas e 37 enquadramento normal) contra 1.071 abertas no primeiro trimestre de 2014, segundo dados divulgados nesta quarta-feira pela Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba), baseados em pesquisa realizada na Jucesp (Junta Comercial do Estado de São Paulo).

Março foi o mês de melhor desempenho para o indicador: comparado ao mesmo mês de 2014, fechou com um aumento de 37% na abertura de empresas: 507 contra 370. O mesmo mês teve queda de 49% no volume de empresas fechadas: foram 28 este ano contra 55 em março de 2014.

O presidente da Acipi, Angelo Frias Neto, aponta a criatividade do empresariado para driblar os obstáculos, além das boas oportunidades oferecidas por Piracicaba à classe empresarial como principais fatores: “A variada economia de Piracicaba e a expectativa da expansão de diversos setores também justificam o crescimento de empresas abertas na cidade e a queda nas baixas. Mesmo com os obstáculos econômicos, segue forte a vontade de investir e de empreender”.

A ampliação do Simples Nacional, que estendeu o benefício para 140 novas atividades, é vista por Frias Neto como um dos motivos para justificar os números positivos, na comparação trimestral e mensal dos índices.

Além da ampliação do Simples Nacional, o presidente da Acipi cita outro benefício que pode estar sendo favorável para o aumento nos registros de abertura e na queda dos de fechamento: o Cadastro Único Nacional, um sistema informatizado que diminui a burocracia dos processos. Com ele, é possível realizar, por exemplo, a abertura ou a baixa de empresas de maneira mais rápida e eficaz.

EMPREENDEDORISMO 

Exemplo do atual cenário empreendedor de Piracicaba é o resultado de uma recente pesquisa da GEM (Global Entrepreneurship Monitor), realizada no Brasil pelo Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas) e pelo IBQP (Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade), que afirma: “a taxa total de empreendedorismo no Brasil atingiu o seu maior índice”.

Os dados divulgados mostram também que três em cada dez brasileiros adultos, entre 18 e 64 anos, possuem uma empresa ou estão envolvidos com a criação de um negócio próprio. Em dez anos, essa taxa de empreendedorismo saltou de 23%, em 2004, para 34,5%. Metade da taxa corresponde aos empreendedores novos – com menos de três anos e meio de atividade – e a outra metade, aos donos de negócios já estabelecidos há mais tempo.

A pesquisa revela ainda que a cada 100 brasileiros que começam um negócio próprio no Brasil, 71 são motivados por uma oportunidade de negócios e não pela necessidade. Frias Neto aponta que esse cenário traduz um movimento de confiança no empreendedorismo: “Os passos de sucesso na caminhada para facilitar a vida empresarial, como a abertura do Simples Nacional ou Supersimples, como também é conhecido, trazem mais confiança ao empreendedor”.

O presidente da Acipi lembra, ainda, sobre a importância de enxergar oportunidades em momentos conturbados. “A recessão não deve impedir que o empreendedor se capacite, inove e busque, sempre, por novas oportunidades. Entidades e instituições como a Acipi e o Sebrae oferecem com frequência cursos, palestras e workshops para que o empresário siga atualizado e pronto para enfrentar os obstáculos da nossa economia. Não podemos ficar parados”, completa Frias Neto.

Antonio Carlos de Aguiar Ribeiro, gerente do Escritório Regional do Sebrae-SP em Piracicaba, afirma que, mesmo com dificuldades, é possível se destacar em uma fase insegura. “Podemos ter crises, mas elas são cíclicas e o seu papel, quase sempre, é o de selecionar as empresas que se destacam no mercado. Quando a crise passar, o empresário que se preocupou em melhorar a gestão vai desfrutar da expansão econômica, tendo possibilidade de fortalecer ainda mais o empreendimento”, destaca o gerente.

Ainda sobre este assunto, Ribeiro completa explicando que é necessário separar o empreendedorismo de oportunidade e o de necessidade. “Geralmente, o empreendedorismo de oportunidade está ligado a um planejamento maior, pois foi identificada uma oportunidade de oferecer um produto ou serviço que atenda às demandas do mercado. Já o empreendedorismo de necessidade tem a característica de a pessoa estar gerando renda ou o próprio trabalho apenas 'se sustentar', quase sempre motivado apenas pela necessidade e sem um planejamento adequado”.

 





Publicidade






Publicidade









Publicidade