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Consumidor demonstra confiança na economia, anuncia Acim


Adriano Luiz Martins, vice presidente da Acim, está confiante em melhora nas vendas do final do ano


  Por Redação Facesp 27 de Setembro de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O vice presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Adriano Luiz Martins, considerou como “muito bom”, o resultado da última pesquisa da Fundação Getúlio Vargas (FGV), que aponta a confiança do consumidor num crescente de 1,3 ponto em setembro diante ao mês de agosto, na série com ajuste sazonal. “Isso demonstra que o consumidor reage de forma positiva quanto as definições políticas, econômicas e sociais”, opinou o dirigente mariliense ao analisar a pesquisa por completo e observar o resultado animador, com o Índice de Confiança do Consumidor (ICC) ficando em 80,6 pontos, o maior patamar desde janeiro de 2015, quando estava em 81,2 pontos. 

De acordo com o vice presidente da associação comercial local foi a quinta alta consecutiva no indicador, que tinha atingido a mínima histórica em abril deste ano. O descolamento entre satisfação com o presente e as expectativas com o futuro manteve-se em setembro, quando o Índice da Situação Atual (ISA) caiu 1,3 ponto, de 69,5 pontos em agosto para 68,2 pontos em setembro, enquanto o Índice de Expectativas (IE) subiu 3,2 pontos, atingindo 90,1 pontos em setembro, o maior nível desde outubro de 2014, quando estava em 94,6 pontos. “Não tenho dúvidas de que viveremos um momento melhor neste final do ano”, disse Adriano Luiz Martins referindo-se as vendas de dezembro com o Natal.

Para o vice presidente da diretoria da entidade de Marília a confiança dos consumidores continua sendo sustentada pelas expectativas em relação aos meses seguintes. “O descolamento recorde entre o ISA e IE, mostra que mesmo após seis meses de melhora gradual das expectativas, a demora para que ocorra uma efetiva recuperação do mercado de trabalho ou da situação financeira das famílias vem levando à sustentação de uma postura cautelosa por parte do consumidor”, argumentou ao avaliar os dados como um todo. “A cautela deve continuar, pois, a instabilidade ainda existe e o comerciante não pode mais errar”, sugeriu. “Animar sim, com cautela e ter segurança nas próximas ações dentro da loja”, palpitou.

O grau de “satisfação” dos consumidores com relação à situação atual da economia piorou em setembro. Caiu 1,8 ponto diante ao mês de agosto. Já o que mede o grau de otimismo com relação à evolução da Situação Financeira das Famílias nos seis meses seguintes foi o quesito que mais influenciou positivamente o ICC, ao subir 3,1 pontos. O levantamento abrange amostra de mais de 2,1 mil domicílios em sete capitais, com entrevistas entre os dias 1 a 22 de setembro. “Acredito que a definição quanto ao Presidente da República, de forma longa e demorada, mas sem incidentes, proporcionou maior segurança ao mercado em geral”, falou o vice presidente. “Precisamos agora recuperar o poder de compra do consumidor e começar a perceber a diminuição dos juros e o aumento ao acesso ao crédito”, falou com expectativas positivas quando ao comércio varejista.