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Conselho da Mulher da Facesp apoia campanha 'Abrace o Marajó'


Para a presidente Ana Claudia Badra Cotait e a ministra Damares Alves (3ª e 4ª da esq. para a dir.), ação conjunta não só atuará no combate ao abuso e à exploração sexual de crianças e adolescentes, mas ajudará a desenvolver o potencial econômico da região


  Por Redação Facesp 27 de Setembro de 2019 às 16:39

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O Conselho da Mulher Empreendedora e da Cultura (CMEC) da Facesp vai apoiar o projeto Abrace o Marajó, do Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos. O anúncio foi feito pela presidente do CMEC, Ana Claudia Badra Cotait, durante encontro com empresárias, na sede da Hípica, em São Paulo. O evento contou com a presença da ministra Damares Alves. 

“Para nós do Conselho da Mulher, será um prazer apoiar esta causa tão importante. Vamos abraçar com muita força o Marajó”, afirmou Ana Claudia, que estava acompanhada pelo presidente da Facesp, Alfredo Cotait Neto. “Nosso foco é e sempre será o fomento ao empreendedorismo, mas quando nos associamos a um objetivo tão importante, agregamos valor ao Conselho e nos fortalecemos”, disse.

O programa Abrace o Marajó visa o combate ao abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes e a violência contra a mulher no Arquipélago do Marajó por meio de campanhas de conscientização.

A expectativa do Ministério é que a adesão do CMEC e demais entidades leve a parcerias público-privadas para as áreas de turismo, serviços e comércio da região.

Para a ministra, as ações conjuntas vão impulsionar o projeto lançado em julho deste ano. “Queremos que esta região se desenvolva, o povo tenha acesso a emprego, à informação, à presença do Estado. Desta forma, podemos ampliar nossas ações para proteger mulheres, crianças e outros grupos vulneráveis”, reforça.

O Marajó foi escolhido numa proposta de choque social que deve servir como laboratório para a implementação de ações em outros lugares do País. Além dos habituais reforços na rede de proteção das crianças, como a equipagem de conselhos tutelares e ações de enfrentamento à exploração, a novidade está na intenção de desenvolver o potencial econômico local.

Além do CMEC, o Abrace recebeu apoio da Liga das Mulheres Eleitoras do Brasil e da Virada Feminina.

CONSCIENTIZAÇÃO

Um dos principais desafios será o de conscientizar a população sobre os canais de denúncia. Nos últimos cinco anos, o Disque 100 (Disque Direitos Humanos) registrou 895 casos de abuso e exploração sexual na região e o Ligue 180 (Central de Atendimento à Mulher) recebeu 452 denúncias de agressão contra a mulher. Cerca de 80% delas afirmam que os crimes ocorreram dentro de casa.

Na avaliação do ministério, os números indicam uma subnotificação, o que indica a necessidade de maior divulgação dos canais. 

FOTO: Divulgação