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Campinas e região: vendas de Natal ficam abaixo da expectativa


De acordo com a Associação Comercial e Industrial de Campinas, projeção era de aumento entre 4,5% e 6% na movimentação financeira, mas ficou em 3,9%


  Por Redação Facesp 08 de Janeiro de 2020 às 10:01

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


Dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) de dezembro de 2019 indicam uma expansão de 3,94% nas vendas de Natal da Região Metropolitana de Campinas (RMC) deste ano frente às vendas do Natal de 2018. O departamento de Economia da ACIC, com base nestes dados, verifica que, apesar dessa expansão em valores nominais, descontada a inflação (-4,10%), a taxa fica (-0,15%) abaixo do IPCA em valores reais.

Observa-se também que 84% das transações ocorreram entre 1º a 24 de dezembro, com uma taxa de expansão em 4,50%; 16% das vendas ocorreram entre 25 a 31 de dezembro a uma taxa média de 2,10%, o que determinou uma taxa média final de 3,94%. O destaque ainda em dezembro foi o aumento das vendas a prazo, que cresceram em 5,97% e as vendas à vista em 1,83%.

Avaliando esses dados financeiros, especificamente para Campinas, a movimentação financeira em dezembro de 2019 foi de R$ 2,69 bilhões, que, avaliada pela movimentação de R$ 2,59 bilhões de dezembro de 2018, teremos a variação financeira em torno de 3,90%, em Campinas.

Estima-se que em dezembro de 2019, a movimentação financeira atingiu cerca de R$ 6,40 bilhões, que comparado com R$ 6,16 bilhões de dezembro de 2018, apresenta uma variação financeira em torno de 3,94%, na RMC.

As vendas de Natal deste ano foram, portanto, positivas. No entanto, esperava-se uma movimentação bem maior, tendo em vista que os indicadores econômicos mostravam uma inflação em queda, taxas de juros em seu maior patamar de baixa, uma grande movimentação do FGTS, PIS/PASEP e o 13º salário, indicando uma boa melhoria no poder de compra dos consumidores. Diante desse panorama, o comércio se preparou bem mais, aumentando os seus estoques, contratando mais pessoal, mas que não utilizou tudo isso frente à grande expectativa de crescimento.

Na prática, o escoamento dos estoques ocorreu por meio de uma promissora política de liquidações atraentes pelas elevadas taxas de descontos, que já avançam pelo mês de janeiro atual.

A participação das vendas digitais ficou em 5% sobre as vendas da Região, correspondendo a 99.288 consultas, equivalentes a R$ 297,9 milhões, representando cerca de 14,20% dos R$ 2,10 bilhões vendidos no e-commerce nacional.

INADIMPLÊNCIA

A inadimplência em Campinas atingiu 2,69% em relação ao acumulado de (janeiro a dezembro) de 2019, apresentando 228.730 carnês/boletos vencidos e não pagos há mais de 60 dias, representando cerca de R$ 164,7 milhões no endividamento das famílias campineiras.

Na RMC, a inadimplência apresentou no período (janeiro a dezembro) de 2019, 544.595 carnês/boletos vencidos e não pagos há mais de 60 dias, representando R$ 392,1 milhões no endividamento das famílias da RMC.

“Os dados de dezembro de 2019, aparentemente, refletem uma pequena melhoria dos indicadores macroeconômicos, como juros e inflação em queda, produção e consumo em evolução, mas que está em ritmo lento. Acreditamos que para 2020, esses indicadores melhorem ainda mais, no crescimento do nível de Emprego, na expansão do PIB, para um crescimento acima de 2%, que deve incentivar o consumo, para chegar a um desenvolvimento mais acelerado e promissor neste ano”, afirma o diretor de Economia da ACIC, o economista Laerte Martins.

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