Acontece no Estado

Associações comerciais pedem adiamento da instalação


Presidentes de associações comerciais se reuniram e reclamaram dos possíveis pedágios


  Por Redação Facesp 13 de Maio de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


Presidentes de associações comerciais do centro oeste paulista estão se manifestando contrários a instalação de dois pedágios programados para serem instalados na rodovia SP 333, nos trechos entre Marília-Echaporã e Marília-Guarantã, de acordo com o plano de concessão do Governo do Estado de São Paulo. O vice presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp), da Região Administrativa de número 15, Libânio Victor Nunes de Oliveira, encaminhou ofício neste sentido ao Governador do Estado, Geraldo Alckimin. “Neste momento delicado que estamos vivendo, essas duas praças são inviáveis”, enfatizou o dirigente regional, ao conversar com os demais presidentes de associações comerciais da região, sobre o assunto.

No documento encaminhado o vice presidente da Facesp afirmou que a economia regional pode ser afetada com estes dois pedágios programados. “O momento não é favorável”, enfatizou Libânio Victor Nunes de Oliveira que não é contra a concessão, mas sim, a possibilidade do encarecimento dos custos de transportes, que recairá ao consumidor, o que é inadequado neste momento. “A cobrança do pedágio não tem nada a ver com o IPVA, e serão duas boas receitas para o nosso município”, disse o dirigente ao se informar a respeito. “IPVA é a cobrança de imposto generalizado, enquanto que o pedágio é exclusivo para a conservação das estradas”, apontou ao enfatizar as melhorias que surgirão com os dois novos pedágios. “Já temos um pedágio entre Marília e Ourinhos, e agora teremos em outras duas saídas ou entradas da cidade”, comentou ao lembrar que somente os acessos para Bauru e Pompeia é que ainda não contam com pedágios. “Por enquanto o planejamento é para a SP333 e não a SP294”, frisou.

A sugestão dos presidentes de associações comerciais é de que as duas instalações sejam postergadas para outro momento. “Vivemos uma situação delicada com os desmandos governamentais, com a troca na presidência da república e tudo mais”, justificou Libânio Victor Nunes de Oliveira que pedirá apoio do presidente Alencar Burti, para que interceda neste sentido. “A federação tem uma relação mais direta com o Governo do Estado e tentaremos uma articulação neste sentido, apesar de ser uma tarefa árdua, partindo do princípio de que o Governo também necessita ampliar as receitas”, comentou.

O acesso entre Marília-Guarantã está em reforma, na Zona Norte da cidade, quando os motoristas são obrigados a terem cuidado e utilizarem um desvio muito grande. “É preciso tomar muito cuidado naquele trecho, e sem dúvida, uma praça de pedágio por ali, fará com que o local seja mais seguro, num trecho de serra muito perigoso”, comentou ao mostrar a necessidade de investimentos naquele trecho. “Não muito diferente no trecho entre Marília-Echaporã, que tem trechos perigosos e que muitos acidentes acontecem”, opinou Libânio Victor Nunes de Oliveira que acredita ser atendido na solicitação que fez.