Acontece no Estado

Apesar da desconfiança, dirigente está otimista no Natal


Alair Mendes Fragoso, vice presidente da ACE de Pompeia, analisa expectativa nas vendas de dezembro


  Por Redação Facesp 02 de Dezembro de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O vice presidente da Associação Comercial e Empresarial (ACE) de Pompeia, Alair Mendes Fragoso, demonstra preocupação com relação a expectativa de vendas no Natal deste ano, diante da fragilidade em que se encontra a economia brasileira. “Com base no desempenho do varejo no decorrer do ano, a expectativa em relação às vendas do Natal este ano é de queda”, comentou o dirigente que já esteve na presidência da associação comercial por três gestões e foi vice presidente da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp). “Os economistas e especialista apontam entre 4% e 5% em comparação com 2015, menos intensa do que a verificada no ano passado que apontou queda de 7,2%”, anunciou com tom de preocupação.

De acordo com o atual vice presidente da ACE de Pompeia o comércio da capital paulista, apresenta perspectiva de retração entre 5% e 6% - “menor do que a de 2015, que foi a pior desde o início do Plano Real”, lembrou o empresário que vem mantendo contado com outros comerciantes e sentindo a preocupação como generalizada. “Estamos muito sem saber o que fazer, tamanha desconfiança que a população está tendo do próprio Governo”, disse ao opinar sobre a questão. “O comércio em geral não aguenta nova surpresa ruim”, garante ao fazer o alerta para o fato de que mais empresas podem fechar se houver algo “anormal” na economia em geral de forma negativa. “Sem consumidor com poder de compra fica difícil para qualquer comércio”, resumiu.

Para Alair Mendes Fragoso diante do forte recuo de 14,5% no Natal paulistano do ano passado, frente ao ano anterior, é um sinal de preocupação permanente, porque a capital paulista mostra a tendência a acontecer. “Mas hoje vivemos uma outra realidade e bem melhor que a do ano passado”, animou-se. “Estamos vivendo uma expectativa de desconfiança, porém, com esperança de melhora”, disse. “Naquela época não havia esperança de melhora e sim de piora, como se constatou”, completou o dirigente que vem acompanhando os parâmetros e monitorando da performance do Governo quanto ao setor empresarial. “A cobrança de impostos aumentou”, lembrou ao citar a marca superada de R$ 1,8 trilhão no Impostômetro, com dias de antecedências, comparado com o ano passado. “A receita, neste caso aumentou, mas a prestação de serviço piorou”, comparou.

Outro ponto apresentado pelo vice presidente da ACE de Pompeia é que a redução dos juros, e uma possível queda nas vendas neste final de ano possam ser menores do que as projeções apontam. “O clima está estranho e de difícil análise”, admitiu Alair Mendes Fragoso ao verificar recente pesquisa que mostra 22,5% dos brasileiros que ainda não sabem como gastarão o 13º salário. “Essa é a parte que a criatividade do comerciante faz a diferença, atrair o consumidor para dentro das lojas com bons produtos, preços convidativos e atendimento diferenciado”, ensinou com experiência de muitos anos no comércio e na associação comercial.