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Acipi participa de encontro com Temer e ministros no Palácio do Planalto


Pauta do encontro contemplou a retomada do desenvolvimento com a participação ativa do empresariado


  Por Redação Facesp 01 de Julho de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


A Acipi (Associação Comercial e Industrial de Piracicaba) participou, na última quinta-feira (30/06), de um encontro com Michel Temer, presidente interino da República, no Palácio do Planalto, em Brasília. A reunião teve como objetivo fortalecer o diálogo com o governo e acelerar o processo de adoção de medidas importantes para a economia, sobretudo referente à retomada de um cenário favorável para   que a classe empresarial possa voltar a gerar empregos e renda.

O encontro, que reuniu mais de 500 representantes das associações comerciais de todo o país, foi organizado pela CACB (Confederação das Associações Comerciais do Brasil) e capitaneado pelo presidente da entidade, George Pinheiro.

Representando a Acipi, o presidente em exercício Luiz Carlos Furtuoso acompanhou a comitiva. “Partimos rumo a Brasília a convite da CACB, por meio da Facesp (Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo), para discutir questões relacionadas aos setores do comércio e serviços. Estávamos em mais de 500 empresários, representando as associações comerciais do Brasil inteiro, o que mostrou a representatividade e a importância do segmento”, diz Furtuoso.

Uma das principais impressões positivas relatadas por Furtuoso foi a explanação da equipe econômica presente no encontro, formada por pelos ministros Marcos Pereira, da Indústria e Comércio, Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Dyogo Oliveira, interino do Planejamento, Desenvolvimento e Gestão. “Há uma visão diferente dos governos anteriores, que pensava no setor produtivo com mero contribuinte de impostos e gerador de emprego. Este setor é muito maior que isso. Movimentamos a economia e além de gerar empregos, geramos renda e ajudamos diretamente no desenvolvimento do país.”

Entre as principais falas do encontro, Temer enfatizou o poder da governança no equilíbrio das contas, lembrando da Emenda à Constituição (PEC) 241/16, que tramita no Congresso Nacional: ela prevê a limitação do gasto público à variação da inflação oficial do ano anterior.

Na mesma linha de Temer, o ministro da Fazenda e Previdência, Henrique Meirelles, afirmou que o governo federal vai retomar previsibilidade econômica e que o país terá novamente uma moeda forte. “É indispensável que o empresário tenha uma previsibilidade econômica para que possa avaliar os riscos e investir com segurança, fazendo a economia girar e gerando mais renda e emprego para a população”, aponta Furtuoso.

O presidente em exercício da Acipi completa: “Que o país passa por grande instabilidade econômica, é fato e todos sabemos. Mas o que nos anima é que pudemos perceber, pelo menos, que o atual governo tem uma direção e apresenta medidas consistentes para retomarmos o desenvolvimento. Fomos à Brasília para expor ao Temer o grande volume de empresas que estão fechando ou reduzindo drasticamente os investimentos. Muito além dos 13 milhões de desempregados com carteira assinada, há um número enorme de micro e pequenos empresários sem fonte de renda, porque tiveram que fechar as portas, e que não constam nessa estatística.”

Na oportunidade, George Pinheiro, da CACB, entregou a Temer um documento com as demandas do setor produtivo. “Apostamos num grande pacto de todos os setores para ajudar o País a sair da crise”, diz o texto.

Para as condições necessárias ao choque de competitividade, a CACB pede a exclusão do capitalismo de laços e que sejam incentivadas medidas que garantam o acesso do Brasil ao mercado global. O documento demanda atenção especial ao ajuste fiscal, abertura da economia, simplificação das exportações e ampliação do SuperSimples. A carta também menciona a importância da regulamentação do trabalho intermitente e da terceirização, para que haja maior segurança jurídica nas relações trabalhistas, ampliando as modalidades de contratação e, consequentemente, incentivando a competitividade do mercado.

Outros pontos ressaltados no documento são a modernização e flexibilização dos meios de pagamento e a necessidade de promover um refinanciamento às empresas, sufocadas pela crise. “Esta atitude, temos certeza, ampliaria a base de arrecadação. Propomos um parcelamento das dívidas tributárias em 360 meses ou 1% sobre o faturamento, englobando toda dívida existente na Receita Federal”, diz o texto.

Temer afirmou, também, que não pretende criar mais projetos sociais, mas vai continuar investindo nos que são consistentes e que auxiliam uma parcela da população a sair da miséria. Nesta semana, o governo federal anunciou um reajuste de 12% para o Bolsa Família.