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Acim convoca diretoria para discutir Dissídio Coletivo de Trabalho


Reunião para discutir a questão contará com a presença de Pedro Pavão, presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marília


  Por FACESP 22 de Julho de 2015 às 00:00

  | Informações da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


A Diretoria Executiva, o Conselho Fiscal e o Conselho Consultivo da Associação Comercial e Industrial de Marília (Acim) estão convocando todos os diretores eleitos para importante reunião na sede da entidade, nesta quinta-feira, dia 23 de julho de 2015, às 10 horas. 

O objetivo é para discutir o Dissídio Coletivo de Trabalho, que será negociado entre os sindicatos patronal e do trabalhador nas próximas semanas, uma vez que, a data base é primeiro de outubro. “Queremos participar desta discussão que muito nos interessa e contribuir por  melhores condições de trabalho no comércio em geral”, disse o presidente da Acim, Libânio Victor Nunes de Oliveira, que convidou o presidente do Sindicato do Comércio Varejista de Marília, Pedro Pavão, para participar do encontro com os diretores.

De acordo com o presidente da Acim existem muitos pontos do Dissídio Coletivo de Trabalho que precisam ser compreendidos pelos comerciantes, bem como outros em que o lojista precisa ser resguardado. “Não vamos criar polêmica, tão pouco qualquer dificuldade”, garante Libânio Victor Nunes de Oliveira. “Apenas queremos entender como se chegou aos pontos de hoje e o que pode ser melhorado no próximo documento”, completou ele, que considera oportuna a participação dos comerciantes neste encontro agendado. “Quanto mais ideias, propostas e argumentos os comerciantes tiverem, melhor será para o nosso sindicato.”

Segundo Libânio Victor Nunes de Oliveira, o momento em que a economia vive, e principalmente diante da tendência dos próximos movimentos políticos que podem surgir, é necessária uma discussão mais detalhada, ampla e que beneficie ambos os lados. “Não dá mais para ser paternalista”, enfatizou o dirigente mariliense. 

“As responsabilidades são muitas, os compromissos são exagerados, os riscos são grandes e as condições de trabalho cada vez mais reduzidas”, opinou o presidente da Acim que defende sacrifícios de empregadores e empregados. “A saída mais prática, rápida e emergencial quando não se vende é a dispensa de funcionários. É o pior caminho em todos os sentidos. Quando chega neste ponto a empresa já está em sinal de alerta.”

Estabelecimentos comerciais fechando seguidamente, imóveis desocupados, baixa frequência de consumidores, poder aquisitivo reduzidíssimo do consumidor, falta de investimento em mercadorias e inadimplência crescente são alguns dos detalhes que pressionam o setor empresarial a tomar medidas enérgicas para a manutenção do negócio. As questões sindical, trabalhista, tributária e fiscal necessitam de revisão em todos os níveis e em todos os aspectos. “A realidade é outra e vivemos uma situação que não dá mais para conviver com as regras atuais”, defendeu ao começar com esta discussão que será ampliada para outros níveis. “Vamos começar a discussão, por isso, a presença dos comerciantes é fundamental”, finalizou Libânio.