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Acim acredita em melhora nas vendas, apesar da crise


Vendas no Dia das Crianças ainda sofrem reflexo da economia ruim no País, diz presidente da Acim


  Por Redação Facesp 11 de Outubro de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O presidente da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, Libânio Victor Nunes de Oliveira, acredita que as lojas do comércio de Marília podem ter desempenho acima da média, apesar da crise econômica generalizada existente no País. “Os brasileiros vão gastar menos neste Dia das Crianças”, disse o dirigente pelo que vem conversando com outros presidentes de associações comerciais paulistas, apesar de acreditar que em Marília será diferente. “Temos uma campanha promocional, as lojas abertas em horário especial e ainda uma série de atrativos nos corredores e shoppings da cidade”, defendeu o dirigente ao observar recente pesquisa da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), que aponta queda de 75% para 66% o total de consumidores que pretendem comprar presentes na data comemorativa.

De acordo com o dirigente mariliense a queda na intenção de compra é causada pelo aumento dos preços dos produtos e pela intenção de priorizar o pagamento de contas. “O poder de compra do consumidor não cresceu e sim encolheu”, disse. “O desemprego é o principal problema, depois a elevação dos juros e as dificuldades no crediário”, enumerou os problemas existentes, verificando que a pesquisa realizada mostra que o valor médio do presente neste Dia das Crianças vai ser de R$ 173,82, cerca de 7,6% menor que o preço médio registrado em 2015. 

Na pesquisa realizada mais da metade dos entrevistados (56%) pretende gastar quantia igual ou menor que no ano passado. De acordo com o levantamento, 22% dos consumidores que vão economizar no presente justificam a decisão por contenção de compras, 13% por redução de renda ou salário e 9% afirmam estar desempregados. Um quarto dos consumidores (26%) tem a intenção de gastar até R$ 50 com o presente, enquanto 31% devem desprender entre R$ 51 e R$ 100. Além disso, 76% comprometerão menos de 25% da renda familiar para a compra do presente em 2016. Em relação aos presentes, 43% dos consumidores optarão por brinquedos. Eletrônicos, telefonia, tablet e celular aparecem empatados (28%) como itens preferidos, seguidos de smartphone (17%), videogame (13%), TV (6%), tablete (3%), aparelho de som (3%) e MP3 (2%). 

Libânio Victor Nunes de Oliveira acredita que as vendas para o Dia das Crianças ainda tem reflexo da economia decadente existente no País, porém, tem esperanças que para o mês de novembro com a “Promoção Tempestade de Ofertas”, e na sequencia o Natal, serão melhores. “Acredito que o Governo realizará algumas mudanças e o País começará a produzir como mais investimentos, e o consumidor precisa recuperar o emprego para melhorar o poder de compra”, defendeu ao perceber grande movimentação nas lojas da cidade nos últimos dias. “O movimento foi intenso, mas é preciso verificar as vendas efetivas”, comparou em tom de preocupação.