Acontece no Estado

Abril mantém média de débito acumulado de R$ 14 milhões


Adriano Luiz Martins, vice presidente da Associação Comercial e Industrial de Marília


  Por Redação Facesp 11 de Maio de 2016 às 00:00

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


O mês de abril deste ano manteve a média de R$ 14 milhões de débito acumulado no comércio de Marília na somatória dos últimos cinco anos. Dados do Serviço Central de Proteção ao Crédito (SCPC) da Associação Comercial e Industrial (ACI) de Marília, apontam o maior volume de dinheiro acumulado neste ano, com a soma de R$ 14.701.114,81 que deixa de circular no comércio mariliense diante da elevada inadimplência existente. “Esse dinheiro deixa de promover investimentos, contratações e ampliações de loja”, comentou o vice presidente da ACI de Marília, Adriano Luiz Martins, ao observar o relatório mensal monitorado pela associação comercial local.

Segundo os dados do mês de abril deste ano existem acumuladas no comércio mariliense 26.947 consumidores cadastrados com débito existente, que provocam uma média de R$ 546,00 de dívida cada um, valor considerado elevado para o momento que o comércio em geral está vivendo. Estão cadastradas no banco de dados do SCPC da Acim 50.030 dívidas existentes, o que proporciona mais de um débito por devedor, com valor médio de R$ 294,00 o que também é considerado elevado para a crescente crise moral, política e econômica que o País vive. Esse universo de devedores e dívidas no mês de abril de 2016 proporciona o crédito bloqueado de R$ 14.701.114,81 que deixa de circular entre as lojas da cidade. “Sem dúvida alguma esse tipo de situação complica o já complicado momento que o setor produtivo está passando”, lamentou Adriano Luiz Martins.

Os dados mantém a tradição de que o sexo feminino é mais inadimplente do que o masculino. Somente neste mês de abril existem 437 devedores do sexo feminino diante dos 312 do masculino, além de que as mulheres promovem mais dívidas: 13.037 na soma dos últimos cinco anos, diante do total acumulado entre os homens de 8.282 dívidas. “O pior é que a faixa etária está muito próxima uma das outras, difícil de apontar qual a que mais é impulsiva”, esquivou-se o vice presidente da associação comercial de Marília que sugere maior atenção por parte dos comerciantes, aumentando o número de informações específicas do cliente, tendo um cadastro detalhado para reunir subsídios na liberação do crédito.

A sugestão do dirigente da Acim é que o comerciante, uma vez com inadimplência alta, que procure negociar o débito com o consumidor devedor. “Hoje temos uma boa parceria com o Cejusc de Marília, local ideal para propor acordos e ter o respaldo da Justiça”, comentou o dirigente mariliense que independente da Justiça, qualquer tipo de acordo com o credor é melhor do que ficar com o dinheiro parado. “O comerciante já perdeu a venda”, disse Adriano Luiz Martins ao apontar o prejuízo para o comerciante com o produto e com o dinheiro. “Sem contar o tempo dedicado para uma venda que não prosperou”, comentou o experiente gestor de empresas.