Acontece no Estado

A economia começa a entrar nos eixos


Em palestra na Associação Comercial de Santos (ACS), o professor Paulo Paiva, da Fundação Dom Cabral, disse que a economia pode crescer 3% este ano


  Por Redação Facesp 15 de Março de 2018 às 17:58

  | Das equipes de comunicação de entidades membros da Federação das Associações Comerciais do Estado de S.Paulo


As condições são mais favoráveis para o crescimento da economia brasileira em 2018, embora ainda exista a necessidade de reformas estruturantes – como a tributária e da Previdência -, que garantiriam uma evolução sustentável do Produto Interno Bruto (PIB).

A posição é do professor Paulo Paiva, da Fundação Dom Cabral, que fez palestra nesta quarta-feira, 14/03, na Associação Comercial de Santos (ACS). “O Brasil já superou a recessão e as condições são favoráveis para continuar o crescimento no próximo ano”, disse o professor.

Mais de 60 empresários e associados à ACS participaram da palestra no auditório da TV Tribuna. Entre eles, estava Roberto Clemente Santini, presidente da ACS.

Paiva destacou a variação positiva do PIB, a queda no desemprego e o aumento da produção industrial como pontos que sinalizam para a retomada do crescimento econômico.

“Existem condições favoráveis e positivas para continuar o crescimento esse ano e no próximo, com taxas superiores às do ano passado. A economia deve crescer em torno de 3 % esse ano e no próximo”, disse o professor da Dom Cabral.

Mas, segundo ele, existe a incerteza no âmbito político, sobre quais serão as escolhas que próximo presidente fará para a economia.

“Há vulnerabilidade na economia, como o desequilíbrio fiscal, e existe a necessidade de um governo que tenha compromisso com o crescimento, o que significa compromisso com as reformas estruturais necessárias para tornar o País mais eficiente”.

Segundo Paiva, os grandes desafios das eleições deste ano são: a baixa reputação dos políticos e a possibilidade de maior abstenção e votos nulos; combate à corrupção (quais pré-candidatos estarão elegíveis?); candidatos gestores sem experiência política prévia; impactos da efetividade da cláusula de barreira; período eleitoral mais curto; distribuição do financiamento público de campanha (sem financiamento de empresas); custo da campanha; e o papel das redes sociais.

Com base nesses desafios, ele disse que os empresários têm a responsabilidade de escolher o que querem para o Brasil por meio do voto em outubro. “Não adianta apenas fazer investimentos e deixar o Brasil cair nas mãos de um governo populista e irresponsável”.

IMAGEM: ACS/divulgação