São Paulo, 03 de Dezembro de 2016

/ Vida e Estilo

Calma aí. É nessa hora que você pode testar seu nível de QE
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Valiosa para o sucesso nos negócios, no trabalho e na vida, a inteligência emocional é uma conquista. Há cinco caminhos para chegar lá

Existe uma maneira infalível de saber qual o Quociente Emocional (QE) de uma pessoa. Primeiro, pergunte a ela como se classificaria, depois peça a opinião de seus colegas. A distância que houver entre as duas respostas vai dizer o grau de autoconsciência e empatia que possui --as duas qualidades fundamentais para esse tipo de inteligência.

É raro alguém reconhecer que tem dificuldade de lidar com as emoções e relacionamentos, mas os seus pares saberão identificar muito bem. O ponto é: quem mais precisa contar com a inteligência emocional geralmente é quem menos percebe o déficit. E empreendedores e líderes precisam muito dessa capacidade.

Pode representar a diferença entre o sucesso e o fracasso nos negócios e no trabalho, por melhor que sejam as habilidades técnicas ou empresariais e a capacidade de entregar resultados.

Segundo especialistas em psicologia e coaching, poucos nascem com inteligência emocional. Para a maioria das pessoas, trata-se de uma capacidade que precisa ser construída. Porém, é preciso querer e perseverar e, de preferência, não deixar que fique tarde demais. Sem uma aceitação verdadeira das próprias falhas, nada feito.


Como saber se você precisa se auto-educar? Para consultora americana Muriel Maignan Wilkins, especialista em coaching e desenvolvimento de liderança e autora de obras sobre o assunto, existem comportamentos corriqueiros que passam despercebidos, mas entregam a baixa inteligência emocional. Veja no quadro abaixo:

Mesmo que você não perceba, estas atitudes têm forte impacto sobre a percepção que as outras pessoas têm de você. Caso tenha se reconhecido em algumas delas, será uma boa ideia começar a pensar em como se livrar desses comportamentos. Há alguns caminhos para começar a desenvolver sua inteligência emocional.


Desarme-se – Ao ouvir um feedback no trabalho ou um comentário de amigo, tente apenas ouvir e pensar a respeito em vez da corriqueira reação defensiva. Procure não dar justificativas do tipo "a crise está atrapalhando meu trabalho" ou "o fornecedor deu preferência a outra empresa" ou "fui grosseira porque você havia sido ríspido comigo antes". Pense no que há de fundamento naquele comentário. Se o exercício for sincero, você vai entender.

Revise suas palavras...antes – Não imagine que as pessoas sempre entenderão sua fala literalmente. Quem é descuidado com a linguagem costuma ter surpresas com as interpretações feitas. Se disser "você não está agindo como alguém inteligente", prepare-se para ser entendido como "você é uma pessoa estúpida e não me importo a mínima". Difícil consertar uma percepção como essa. O caminho é calcular o impacto antes de dizer, especialmente em situações de alta exposição, como reuniões e palestras. Não é simples conseguir, mas com a prática tende a se tornar um hábito instintivo. 

Abaixo o melindre – O comportamento oposto também diz muito sobre inteligência emocional. Buscar intenções malévolas contra você nas falas casuais dos outros torna a convivência bem difícil. Traduzir a frase "não confio em quem usa salto stiletto" como "não gosto do seu estilo de vida" e reagir com bronca, será visto, no mínimo, como uma infantilidade. Aprenda a ouvir sem julgamento. Mesmo que haja uma segunda intenção, ela não te atingirá. 

Aumente o pavio – Mesmo em situação de desacordo, é possível escolher como você responderá à situação. Não é aconselhável uma reação automática e "abater o inimigo" antes que ele complete o pensamento. A palavra mágica é ouvir. Primeiro escute você mesmo para entender porque é dominado por este padrão e o que teme. E depois escute o outro, mesmo que seja para discordar da ideia. Ao ouvir até o final, você estará dando um sinal de que respeita a opinião alheia.

Flutue no ambiente – Empatia é fundamental para a inteligência emocional. Mas colocar-se no lugar do outro não significa abrir mão dos seus sentimentos e interesses. Deixe que a percepção vá e volte entre você e seu interlocutor e conseguirá ter uma visão de ambos os lados. Este é o caminho para se chegar a uma solução ganha-ganha – nos negócios, no trabalho e na vida.



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