Vida e Estilo

Cuidado com o uso de aparelhos elétricos durante o inverno


Consumo de energia do chuveiro praticamente dobra, por hora, na posição inverno, de acordo com a Aneel


  Por Agência Brasil 19 de Junho de 2016 às 11:22

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O inverno começa na próxima terça-feira (21), mas muitas cidades já registram temperaturas baixas desde o início do mês.

Nesta época, é comum que aumente o uso de aparelhos elétricos como aquecedores, secadores e também que os banhos fiquem mais quentes, o que pode refletir em um aumento na conta de luz dos consumidores.

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O maior cuidado deve ser com o uso do chuveiro elétrico, que é um dos maiores gastadores de energia dentro de uma residência, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica.

Na posição inverno, o consumo do chuveiro por uma hora fica entre 4,5 e 6 quilowatts-hora (kWh). Na posição verão, na qual a água fica um pouco mais fria, o consumo é entre 2,10 e 3,5 kWh.

Entre as dicas da Aneel para diminuir o consumo de energia com o chuveiro elétrico estão reduzir o tempo do banho e fechar o registro na hora de passar o sabonete ou xampu.

O tempo frio e úmido também faz com que o uso da secadora de roupas aumente nas residências. Os equipamentos consomem entre 120 kWh e 150 kWh por mês, se utilizados durante uma hora por dia.

Neste caso, a dica é e aproveitar ao máximo o calor do sol para a secagem das roupas e  acumular uma maior quantidade de roupas para secar de uma única vez, para que o uso da secadora seja menos frequente.

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Os secadores de cabelos, também mais usados no inverno, gastam entre 1 e 1,5 kWh a cada hora de uso. Se usado por cinco minutos durante todos os dias, o aumento no consumo mensal será entre 2,5 kWh a 3,75 kWh.

Os aquecedores elétricos também são grandes consumidores de energia. O Instituto Brasileiro de Defesa do Consumidor (Idec) alerta que a compra de um modelo deve ser observada e pesquisada cuidadosamente pelo consumidor, além de atentar para a segurança do equipamento, para evitar acidentes.

De acordo com o Idec, o consumo desses aparelhos pode variar entre 120 kWh e 228 kWh por mês, dependendo do tipo de aquecedor – irradiador, de gabinete, a óleo e split.

A Aneel recomenda que, ao comprar um eletrodoméstico, o consumidor prefira aqueles com o selo do Programa Nacional de Conservação de Energia Elétrica (Procel), que indica quais produtos são mais econômicos.

Os produtos que apresentam notas A, ou B possuem uma maior eficiência energética, ou seja, consomem menos energia que as que indicam notas D ou E. Também é preciso ficar atento às condições e á vida útil dos aparelhos eletrodomésticos.

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Foto: Thinkstock