Vida e Estilo

Cardápio do brasileiro está mais recheado de frutas e verduras


A procura por alimentos mais saudáveis foi identificada por pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha


  Por Agência Brasil 13 de Abril de 2016 às 11:44

  | Agência de notícias da Empresa Brasileira de Comunicação.


O cardápio do dia a dia dos brasileiros está mais colorido com verduras, legumes e frutas, alimentos considerados saudáveis.

É o que aponta pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha para a Associação das Empresas e Refeição e Alimentação Convênio para o Trabalhador (Assert).

O levantamento, produzido entre 14 e 22 de dezembro do ano passado e entre 6 e 16 de janeiro deste ano, abrangeu 51 cidades das quais 23 são capitais. Foram feitas 4.560 entrevistas com proprietários de estabelecimentos ou responsáveis por informações sobre preços. Os pesquisadores foram a restaurantes, bares, lanchonetes e padarias.

Mais da metade dos consultados (56%) acredita que os clientes estão cada vez mais interessados no consumo de uma alimentação saudável. Do total entrevistado, 53% notaram aumento na procura por frutas; 61% observaram que os clientes estão comendo mais verduras e legumes e 65% observaram que cresceu o consumo de sucos naturais.

Para 58% dos consultados, não houve alteração na preferência pela combinação do arroz com feijão.

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PREÇO DA COMIDA

Na apuração, foram coletadas informações sobre preços de 5.436 pratos.

De acordo com o estudo, o trabalhador que almoça fora de casa pagou em média, no começo do ano, R$ 30,48 por refeição.

O valor é superior à média registrada em 2015 (R$ 27,36%) e corresponde a 76,2% da renda de um trabalhador que recebe salário mínimo.

Em duas das cinco regiões pesquisadas, foi constatado um custo por refeição acima da média, caso da região Sul do país (R$ 31,74) e da sudeste (R$ 30,93).

A região com o menor valor é a Centro-Oeste, na qual o trabalhador paga, em média, R$ 26,73. Na região Norte do país, a refeição custa, em média, R$ 28,48 e, na região Nordeste, R$ 29,18.

Na região Sudeste, entre as cidades do Estado de São Paulo com a refeição mais cara figura Santos, no litoral, com R$ 34,83.

O segundo maior valor foi constatado em Campinas (R$33,01). No Rio de Janeiro, aparece Niterói na frente (R$ 37,52) e, em Minas Gerais, Belo Horizonte (R$ 24,52).

PREÇO DE BRASÍLIA

NA região Centro-Ooeste, o maior desembolso ocorre em Brasília (R$ 28,10); na região Sul, em Blumenau (R$ 38,29); na região Nordeste, São Luis (R$ 35,57) e na Norte, em Palmas (R$ 28,79).

O estudo marca a comemoração dos 40 anos do Programa de Alimentação do Trabalhador (PAT), do Ministério do Trabalho e Previdência Social, que contempla cerca de 20 milhões de pessoas.

Com base em dados do ministério, a Assert informa que, no ano passado, 19,5 milhões de trabalhadores foram beneficiados pelo programa de alimentação subsidiada. Desses, 16,2 milhões ou 83,2% têm renda mensal de até cinco salários mínimos.

O total de empresas engajadas no programa é de 223,4 mil.

Já as empresas fornecedoras de alimentação somam 13,8 mil; as prestadoras de serviços em alimentação coletiva são 249 e o número de profissionais habilitados em nutrição vinculados ao programa é de 22,2 mil.

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