Vida e Estilo

9 hábitos que influenciam o comportamento do consumidor


Pesquisa conduzida pelo iFood e Box1824 mostra como a tecnologia influencia a maneira como os brasileiros se alimentam e aponta o que esperar do futuro no mercado de restaurantes e delivery


  Por Mariana Missiaggia 24 de Agosto de 2017 às 08:00

  | Repórter mserrain@dcomercio.com.br


Provar novos sabores, diminuir os gastos com alimentação fora do lar e comer o prato do seu restaurante favorito em casa.

Com os avanços dos recursos tecnológicos ficou mais fácil atender o desejo de cada pessoa. Um estudo divulgado nesta quarta-feira (23/08) pelo iFood e a Box1824 mostra o impacto da tecnologia no comportamento e na alimentação dos brasileiros. 

De acordo com Paulo Floriano, diretor de inovação do iFood, o estudo foi divido em duas etapas.

Na primeira, foi realizada uma pesquisa de campo qualitativa com consumidores para mapear os principais traços de comportamento relacionados à alimentação e à tecnologia.

Na segunda etapa, essas informações foram cruzadas com a base de dados do centro de inteligência de negóciosdo iFood, além de comparados com o mercado de delivery no Brasil e no mundo. 

“A hiper personalização entra em cena, sabendo exatamente o que recomendar e antecipando a necessidade de cada indivíduo. A alimentação dentro do lar será mais simples e fácil, com destaque para os serviços de delivery online”, diz Floriano.

 Com base no estudo, veja o que mudou e o que está por vir neste mercado: 

1.CONTROLE DO TEMPO

De acordo com o iFood, houve uma redução avassaladora na média de cancelamento de pedidos nos últimos dois anos, tornando o índice quase imperceptível (menos de 5%) em relação ao volume de pedidos.

O que isso significa? O elevado número de pedidos avaliados, que são entregues dentro do tempo estipulados, fortalecem a confiança no serviço de delivery e ajudam no planejamento do consumidor ao fazer a encomenda.

“Ou seja, não há tempo perdido no delivery”.

2.ALTA GASTRONOMIA EM CASA

Muitas vezes a paixão pela comida não vem associada ao prazer ou habilidade de cozinhar. Além disso, muitas pessoas estão cansadas de servir pizza para seus convidados.

De olho nesse filão, alguns restaurantes estão levando pratos finos ao delivery. São cardápios mais sofisticados, bem elaborados, mas ao mesmo tempo com cara de terem sido preparados em casa.

3.PEDIDOS COMPLEMENTARES

Muito comum em redes de fast food, a venda casada (forma de vincular a compra de um produto a outro) não é tão popular nos aplicativos. Por outro lado, cresce a procura por pedidos específicos, como, por exemplo, aperitivos, sobremesas e guarnições.

“A pessoa quer fazer um churrasco, mas não quer preparar os complementos, como maionese, salada e arroz, e recorre ao delivery”.

De acordo com Floriano, a categoria que lidera essa tendência é a de bebidas, especialmente, por se tratar de um item em que muita gente erra o cálculo por pessoa e só se dá conta em um horário incomum – normalmente durante a madrugada.

4.MOMENTO PREGUIÇA

Os brasileiros estão cada vez mais se permitindo sentir preguiça. Nesse contexto tudo entra em pausa, menos a fome.

De acordo com Floriano, o departamento de inteligência do iFood identifica que existem dois picos de busca por pedidos durante um dia.

O primeiro ocorre na hora do almoço, entre 11h e 14h, e os pedidos normalmente são feitos no trabalho ou locais de estudo.

O segundo pico começa por volta das 18h e só termina por volta das 23h – um período mais longo em relação ao almoço e com maior volume de pedidos com origem residencial.

“O conforto do sofá vence qualquer intenção de cozinhar ou sair e procurar um restaurante”, diz.

Inspirado nos botões Dash, da Amazon, que se associou a marcas como Tide, Gillette e Huggies para que os seus clientes pudessem pedir produtos com um simples toque em botões espalhados pela casa, o iFood está com uma novidade em fase de testes que simplifica ao máximo todo o processo de pedir comida.

BOTÃO CRIADO PELO IFOOD PARA PEDIDOS
PREFERIDOS

O iFood Click é o primeiro projeto de Internet das Coisas da empresa e foi desenvolvido internamente.

Trata-se de um dispositivo quadrado que cabe na palma da mão com um botão vermelho que pode ser acionado sempre que o usuário quiser pedir o seu prato favorito.

A ideia surgiu quando a empresa percebeu que da base de quatro milhões de usuários ativos do aplicativo, cerca de cinco mil repetem o prato favorito com frequência.

“Foi quando tivemos a ideia de facilitar esse pedido”.

O dispositivo pode ser fixado na geladeira, carregado na bolsa, deixado sobre a mesa do escritório ou em qualquer outro lugar.

Por enquanto, a novidade está sendo testada apenas por usuários assíduos, os chamados heavy users.

5.PREVISÃO DE GASTOS

Embora os orçamentos estejam cada vez mais apertados, os consumidores querem cada vez mais comodidade.

Nesse sentido, para muita gente, o uso do aplicativo substitui a tradicional planilha quando o assunto é alimentação.

É muito comum que os usuários assíduos do aplicativo tenham uma quantia limite para cada refeição e os filtros de busca mostram como resultado opções dentro do valor apresentado. Por exemplo, todos os pratos que custam menos de R$ 25.

Floriano destaca que os pedidos de comida brasileiro feitos pelo iFood, por exemplo, são 25% mais baratos do que comprar outros tipos de culinária.

6.NECESSIDADES ESPECÍFICAS

Veganos, intolerantes a lactose, celíacos e diabéticos. Restrições alimentares e vontades se tornaram verdadeiros impeditivos de uma reunião entre amigos ou uma refeição em família.

Quando isso é feito em casa, a personalização fica mais fácil e ao mesmo tempo aumenta o mercado para demandas especiais. Ganha quem oferecer mais pelo menor tempo.

7.PAGAMENTO ONLINE

Ter qualquer experiência de compra sem lidar com dinheiro ou cartão está caindo no gosto do brasileiro.

Conforme os pagamentos ficam mais integrados às experiências e cresce a percepção de segurança nas transações online, as pessoas se sentem mais à vontade para usar esse método de pagamento.

8.INDULGÊNCIAS

Eu mereço! Muita gente enxerga na comida uma oportunidade de se presentear ou simplesmente se permitir prazeres especiais. Novos jeitos de celebrar e se relacionar com a comida ganharão cada vez mais espaço. Com isso, experiência e emoção trabalham a favor da indulgência. 

Para quem mantém uma alimentação saudável, esse prazer pode vir por meio do consumo de um chocolate, sorvete, pizza ou coisas do gênero. Para quem controla muito bem os gastos, pode ser a compra de uma refeição mais cara e elaborada.

9.DESCOBERTAS

Comida japonesa, mexicana, árabe, indiana e tantas outras novidades mexem com a curiosidade dos consumidores.

Muitos, porém, se inibem a ir a um restaurante provar esses novos pratos. Entre as razões estão o medo de provar algo novo na frente de outras pessoas, o receio de não saber pronunciar o nome de um prato, a dificuldade em saber harmonizar comida e bebida e tantos outros temores que impedem muitas pessoas de provarem novos sabores e texturas.

Pelo aplicativo todas essas dificuldades caem por terra e os usuários se sentem mais a vontade, pois podem pesquisar, não precisam pronunciar nenhuma palavra e se não gostarem do que comeram, não precisam fingir.

FOTO: Thinkstock