Tecnologia

Snapchat e Skype não respeitam privacidade


Constatação é de pesquisa da Anistia Internacional, que classificou a segurança dos dados de diversas plataformas


  Por Ansa 22 de Outubro de 2016 às 10:31

  | Informações fornecidas pela Agência Italiana de Notícias


O Snapchat e o Skype não tem as proteções mínimas para assegurar a privacidade de seus usuários, informou uma matéria publicada pela organização não-governamental Anistia Internacional.

A falha dos serviços de mensagens instantâneas colocam em risco os direitos humanos de quem as usa, acusa a entidade.

Já, o Messenger, do Facebook, e os serviços de mensagem da Apple, como Facetime e iMessage, foram os melhores classificados no quesito.

A lista de classificação das condições de "privacy" das redes tem o intuito de analisar as empresas que usam a criptografia para proteger as mensagens e a liberdade de expressão dos usuários.

A pesquisa revelou que só três de 11 empresas de mensagens usam a criptografia 'end-to-end', ou melhor, de ponta a ponta.

Isto é, essa ferramenta garante que a mensagem será protegida até mesmo de seu desenvolvedor.

Uma vez que a pessoa digita a mensagem, ela irá ser codificada até chegar ao remetente, e então, somente a ele, será entregue em texto.

"Este é o requisito mínimo que as empresas deveriam adotar", critica a ONG.

"Quem pensa que os serviços de mensagem instantânea são privados se enganam e muito: as nossas comunicações são constantemente atacadas pela cyber-criminalidade e pela espionagem do Estado.Os jovens são os que mais estão em risco, pois são mais propensos a compartilhar fotos e informações muito pessoais", disse Sherif Elsayed-Ali, diretor do programa "Tecnologia e direitos humanos da Anistia Internacional".

 A classificação avaliou as empresas numa escala de pontuação de 1 a 100. Messenger e Whatsapp conseguiram alcançar a pontuação mais alta, 73. Os dois aplicativos são do grupo Facebook.

Blackberry e Snapchat ficaram com menos de 30 pontos, já a Microsoft ficou com 40 pontos por conta de seu fraco sistema de criptografia.

FOTO: Thinkstock