São Paulo, 28 de Junho de 2017

/ Tecnologia

PF investiga crimes cibernéticos em cinco Estados
Imprimir

A estimativa é que ações de grupo criminoso tenham causado prejuízo superior a R$ 2,5 milhões, sobretudo mediante fraudes contra o sistema bancário

A Polícia Federal (PF) deflagrou nesta terça-feira (21/03) a segunda fase da Operação Darkode, com o objetivo de desarticular uma organização criminosa especializada em fraudes contra o sistema bancário, por meio eletrônico, e de investigar a negociação de informações úteis à prática de crimes cibernéticos.

A estimativa da corporação é que as ações do grupo tenham causado prejuízo superior a R$ 2,5 milhões, sobretudo mediante fraudes contra o sistema bancário.

Cerca de 100 policiais federais cumprem 37 mandados judiciais, sendo quatro de prisão preventiva, 15 de prisão temporária e 18 de busca e apreensão, em residências e em empresas vinculadas à organização.

O objetivo é colher provas contra outros integrantes e beneficiários, além de identificar e apreender bens adquiridos ilicitamente.

As diligências, segundo a PF, estão sendo executadas nas cidades de Goiânia, Aparecida de Goiânia (GO), Anápolis (GO) e Senador Canedo (GO), bem como nos estados do Pará, de Tocantins, de Santa Catarina e no Distrito Federal.

O líder do grupo criminoso cumpre pena no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia, imposta por sentença condenatória da 11ª Vara Federal de Goiânia em decorrência da prática de crime cibernético, de acordo com informações da corporação.

Na primeira fase da operação, deflagrada em julho de 2015, foram cumpridos sete mandados judiciais em Goiânia, sendo dois de prisão e um de condução coercitiva, além de quatro de busca e apreensão.

A ação foi coordenada com forças policiais de diversos países contra hackers que se comunicavam por intermédio de um sítio eletrônico denominado Darkode.

IMAGEM: Thinkstock



A operação, batizada de Rei Leão, desarticulou um esquema de fraudes promovido por pessoas físicas e jurídicas

comentários

O principal alvo da operação é a empresa JBS, dos empresários Joesley e Wesley Batista e envolve suspeita de fraude bilionária. O ex-ministro Antonio Palocci também é investigado

comentários

Batizada de Carne Fraca, investiga corrupção de fiscais e frigoríficos e mobiliza mais de mil agentes que cumprem 309 mandados judiciais em sete estados

comentários