São Paulo, 03 de Dezembro de 2016

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Mobile Commerce: muito mais do que apenas vender pelo celular
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A venda por meio de smartphones está crescendo e promete ser um dos futuros protagonistas do comércio online

O conceito pode parecer simples: vender produtos para os clientes por meio de celulares ou tablets. Mas não é apenas isso, as lojas criadas para smartphones ou m-commerce, como também são conhecidas, estão mudando a forma como as pessoas se relacionam com as marcas.

Com apenas alguns cliques e em qualquer lugar, é possível adquirir um produto que chegará na porta da casa do consumidor. Comprar nunca foi tão simples, mas vender parece que está se tornando cada vez mais complicado. 

Os números desse mercado ainda são tímidos: apenas 9% das vendas online no Brasil foram realizadas com os dispositivos móveis (tanto celulares quanto tablets) em 2014.

Mesmo com essa baixa porcentagem, a maioria das consultorias especializadas em varejo eletrônico aponta que o m-commmerce é a grande tendência para os próximos anos. Nos Estados Unidos, as compras por meio de smartphones somaram US$ 58 bilhões em 2014 – 37% a mais do que no ano anterior – e a estimativa é de crescerem 32% neste ano. 

No Brasil, o cenário também promete crescimento para os próximos anos devido à popularização dos smartphones.  A crise não está afugentando os clientes que estão preferindo esses celulares ao invés de outros eletroeletrônicos, como computadores ou televisores.

Entre janeiro e março, a receita do varejo obtida com smartphones cresceu 34% em relação ao 1º trimestre de 2014, enquanto a média do setor em geral faturou 8% menos, de acordo com o levantamento da empresa de pesquisa GFK.

LEIA MAIS: Sua empresa está (realmente) preparada para vender pelo celular?

PARA CONQUISTAR NOVOS CLIENTES

Uma das empresas americanas pioneiras nas vendas por m-commerce nos Estados Unidos é a Hayneedle’s – loja online de móveis e objetos de decoração. Lançou sua primeira versão do site para smartphones em 2012 e, no ano seguinte, 30% dos consumidores que acessavam o e-commerce tinham visitado a versão por celular previamente.

Em entrevista para a revista Home & Textiles Today, David Markle, diretor da empresa, afirmou que a maior taxa de conversão do m-commerce ocorreu durante os dias que antecederam o Natal. Perto do feriado, as pessoas ficaram sobressaltadas com as lojas cheias e queriam comprar presentes para amigos e familiares rapidamente. 

Essa é maior vantagem do varejo dos smartphones: a velocidade. A média da maioria dos m-commerces é de três cliques e seis telas para finalizar a transação. Mesmo que a venda por meio desses dispositivos ainda não seja representativa para a maioria das empresas, muitas estão apostando nos celulares e nos tablets como uma forma de atrair clientes, que acabam finalizado as compras nas lojas físicas ou nos desktops. 

Por isso, não basta apenas ser adaptado para o mobile, é preciso medir. Para crescer no mundo online, é fundamental entender como os consumidores compram para saber quais são os canais que estão atraindo clientes e em quais as compras são finalizadas. 

APP X SITES 

Muitos varejistas acreditam que os smartphones são a evolução natural das vendas pela internet. Para tanto, criam sites adaptados ou aplicativos de m-commerce. Apesar da primeira modalidade ser mais fácil de ser realizada, os APPs podem ser uma boa alternativa para algumas empresas. 

Após baixar um aplicativo e preencher o cadastro, os consumidores conseguem comprar com apenas um clique e o software fica sempre disponível no celular ou tablet para futuras transações.

Essa é uma boa forma de fidelizar clientes. Mas eles são indicados para produtos consumidos com frequência. Dificilmente, uma pessoa irá baixar um aplicativo de uma loja especializadas em itens que são comprados ocasionalmente, como cortinas e tapetes. Para esses casos, um site para mobile atende melhor as necessidades dos clientes. 

Outra questão importante são buscas do Google. Os sites de m-commerce aparecem nos resultados do maior buscador do mundo, já os aplicativos não.  Esse é um fator importante uma vez que a maioria das pessoas está acostumada a consultar o Google na hora de realizar compras. Se grande parte dos clientes de uma loja online vem do buscador, um aplicativo pode ser um desperdício de recursos. 

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* Com informações de Estadão Conteúdo



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