São Paulo, 25 de Junho de 2017

/ Tecnologia

Como o Facebook está se planejando para os próximos 10 anos
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Ime Archibong, diretor de parcerias estratégicas do Facebook, revelou na Campus Party quais são os planos da empresa de Mark Zuckerberg para o futuro

Como será o futuro? Essa é uma das perguntas mais repetidas durante as palestras da Campus Party 2016.  Ninguém tem bola de cristal para fazer previsões, mas se existe uma empresa que pode responder essa pergunta é o Facebook.

Além de ser uma das empresas mais inovadoras dos últimos tempos, ela tem investido cada vez mais em novas tecnologias e startups.

Em 2012, o Facebook incorporou o Instagram, rede social de fotos, e dois anos depois comprou o WhatsApp, o aplicativo de troca de mensagens. A empresa também tem interesse em expandir seus negócios para outras áreas da tecnologia e selar parcerias com novas companhias.

Esse foi tema da palestra do americano Ime Archibong, diretor de parceiras estratégicas do Facebook, na Campus Party deste ano.

Para ele, o mundo está mudando com uma velocidade impressionante. “Há 10 anos quando vim para o Brasil, usei mapas de papel para me localizar e telefonei para reservar hotéis”, afirma Archibong.  

Quando retornou no ano passado para Campus Party, fez as mesmas tarefas usando os aplicativos do celular. O executivo do Facebook prevê que daqui dez anos todas essas atividades serão realizadas o por meio de óculos de realidade virtual e com a ajuda de assistentes pessoais dotados de inteligência artificial.

 Para não ficar para trás na corrida por essas novas tecnologias, a empresa investe em três áreas prioritárias. “Acredito que as pessoas que trabalham com tecnologia ou com startups também devem estar desenvolvendo produtos e serviços relacionados a esses setores”, afirma Archibong.

CONECTIVIDADE PARA TODOS

Uma das maiores preocupações do Facebook é ampliar o número de pessoas conectadas à internet. Os motivos são óbvios: quanto mais internautas, maior será o contingente de usuários em suas redes sociais.

Consequentemente, crescerá o número de empresas anunciantes – principal fonte de renda da empresa.

“Hoje dois terços do mundo não está conectado à internet”, afirma Archibong. ”Dentro de 10 anos queremos que essas pessoas estejam na rede.”

Para que isso se materialize, o Facebook mantém uma instituição chamada internet.org. Sua principal missão é levar a internet para o maior número de pessoas no mundo.

Para isso, o Facebook oferece gratuitamente acesso a serviços básicos de internet em países da África, América Latina e Ásia. Essas ferramentas disponibilizam acesso a notícias, informações de saúde e plataformas de busca de emprego.

A empresa também tem um laboratório, o Connectivy Lab, que estuda novas formas de conexão com a internet.

Atualmente, uma equipe de especialistas está desenvolvendo um avião totalmente movido a energia solar que transmitirá conexão de internet por meio de lasers para as regiões mais remotas do mundo. Testes desse avião, chamado Aquila, deverão acontecer ainda nesse ano.

INTELIGÊNCIA ARTIFICAL                                                                  

Outra área estratégica do Facebook envolve tornar as máquinas mais inteligentes por meio da tecnologia. Recentemente, Zuckerberg anunciou que seu desafio para 2016 é criar uma assistente pessoal para sua casa que seja capaz de fazer tudo aquilo que ele pedir.

A empresa também está trabalhando para treinar máquinas para que elas entendam as pessoas de forma mais simples, por meio de processamento de imagens e entendimento de linguagem.

Um dos projetos mais avançados nessa área é a M – uma assistente pessoal dentro do Messenger capaz de interagir com os usuários. Esse dispositivo poderá, por exemplo, reservar mesas em restaurantes ou comprar passagens áreas.

REALIDADE VIRTUAL

Outra promessa para os próximos anos é a criação de ambientes de realidade virtual. De acordo com Archibong, esse será o local em que haverá a maior interação entre pessoas e máquinas no futuro. E também será a melhor oportunidade de fazer as pessoas experimentarem situações que elas não têm oportunidade de vivenciar.

Recentemente, o diretor do Facebook testou óculos de realidade virtual feito para a UNICEF que simula como é sobreviver ao Ebola. “Depois dessa experiência, não parei de pensar no Ebola”, afirma Archibong. “Percebi que a realidade virtual tem a capacidade de fazer com que um ser humano se sinta emocionalmente conectado a outro."

 

EMPRESAS BRASILEIRAS NA PALESTRA DO FACEBOOK

APOIO ÀS STARTUPS

Além dessas três áreas prioritárias para o futuro, o Facebook também realiza um programa que identifica startups e empreendedores que têm potencial de sucesso, chamado Fbstart. No mundo, existem centenas empresas dentro desse programa.  Elas recebem benefícios do Facebook e mentorias para melhor seu negócio.

Entre os empreendedores brasileiros, dois subiram ao palco da Campus Party para falar sobre como o Facebook ajudou seus negócios: Márcia Netto, do grupo Minha Vida e Marcelo Marqueti, da Movile.

A primeira empresa é o principal portal sobre saúde e nutrição do Brasil e responsável pelos aplicativos com mais sucesso nesse segmento. A segunda é de um grupo que desenvolve Apps de sucesso, como o iFood, PlayKids e Rapiddo.

Assista ao depoimento de Marcelo Marqueti sobre a Campus Party:



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