São Paulo, 26 de Julho de 2017

/ Tecnologia

Ciberataque em escala global prejudica empresas e governos
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Entre os afetados estão a farmacêutica Merck e o metrô de Kiev, na Ucrânia. No Brasil, o ataque atingiu o Hospital do Câncer de Barretos

Um novo ciberataque em escala global foi confirmado nesta terça-feira, 27/06. Computadores de empresas e instituições públicas de diversos países, entre eles o Brasil, foram invadidos por um vírus do tipo ransomware, denominado "Petya", 

O vírus bloqueia dados dos computadores e exige valores, em moeda virtual, para desbloqueá-los. No Brasil. O Hospital do Câncer de Barretos teve os equipamentos prejudicados. Segundo representantes do hospital, forma pedidos cerca de US$ 300 mil para liberação dos dados.

O governo dos Estados Unidos está preparado para ajudar qualquer instituição prejudicada pelo novo ciberataque disse à Agência EFE um dos porta-vozes do Departamento de Segurança Nacional, Scott McConnell.

McConnell recusou-se a explicar se há empresas ou infraestruturas dos EUA que tenham sido vítimas destes ciberataques, mas assegurou que o governo americano está em conversas com os seus parceiros internacionais e dispostos a prestar ajuda a quem precisar. 

Ele não quis confirmar se algum país já pediu assistência e assegurou que qualquer solicitação desse tipo é confidencial.

A farmacêutica americana Merck, a segunda maior do país, confirmou na sua conta da rede social Twitter que sua rede de computadores foi comprometida hoje como parte do ataque global. 

"Outras organizações também foram afetadas. Estamos investigando o assunto e daremos informação adicional à medida que soubermos mais sobre o tema", disse no Twitter a companhia, que tem sedes em diferentes países, inclusive na Ucrânia.

A Merck é a única empresa americana até agora a reconhecer ter sido vítima do ciberataque global.

Até então a Ucrânia é o país mais prejudicado pelo ataque, que afetou o metrô de Kiev, a companhia estatal de eletricidade Ukrenergo, o principal operador de telefonia fixa Ukrtelecom e vários operadores de telefonia móvel, entre muitas outras empresas.

Na Rússia, entre as vítimas do ataque, figura a gigante petroleira Rosneft, uma das primeiras a denunciar a incursão dos hackers nos seus servidores.

*com agências

IMAGEM: Thinkstock



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