São Paulo, 29 de Setembro de 2016

/ Tecnologia

AppleMusic vai unificar a distribuição de músicas pela internet
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Aplicativo estará disponível no final de junho e custará US$ 9,99

Na última segunda-feira (08/06), durante a Conferência de Desenvolvedores Mundiais, em São Francisco, nos Estados Unidos, a Apple apresentou sua nova tacada para o mercado fonográfico. Trata-se de um novo aplicativo, o AppleMusic, que pretende mudar os hábitos de consumo de música ao juntar em um produto só o que produtos como Spotify, Pandora, Youtube e SoundCloud fazem.

TIM COOK E DAVE GROHL, VOCALISTA DO FOO FIGHTERS. Foto: Justin Sullivan/Getty Images

O aplicativo estará disponível a partir do dia 30 de junho em dispositivos iOS e em sistemas Android no final do outono (no Hemisfério Norte). O preço da assinatura será de US$ 9,99 por mês, similar ao valor cobrado pelas assinaturas do Spotify, Rdio, Google Play Music e Tidal – o plano familiar, que cobre até seis usuários, custará US$ 14,99. Será possível, no entanto, testar o serviço gratuitamente durante três meses antes de pagar por algum dos planos.

Quem apresentou o novo aplicativo foi Jimmy Iovine, o magnata da música que virou funcionário da Apple após a companhia comprar a Beats em maio por US$ 3 bilhões. No entanto, durante sua fala, o presidente da companhia Tim Cook lembrou que a relação entre a Apple e a indústra fonógrafica já é de longa data., uma vez que o iPod foi o primeiro propulsor da ascensão da empresa ao patamar atual.“Nós temos um longo relacionamento com a música, e a música possui uma história rica de mudanças, algumas das quais nós fizemos parte”, disse.

COMO FUNCIONA

O AppleMusic combina serviços de streaming de álbuns (como fazem o Spotify, Rdio e Tidal) com uma rádio 24 horas chamada Beats1. A programação será comandada por Dj's em Nova York, Los Angeles e Londres e contará com nomes conhecidos como Zane Lowe, que trabalhava na BBC.

No aplicativo de música, haverá uma seção chamada Connect, na qual artistas poderão compartilhar demos, gravações ao vivo, vídeo e outros conteúdos com seus fãs em suas próprias páginas - serviços similares aos que podem ser encontrados no SoundCloud, Tidal e Youtube. De acordo com Iovine, o consumo da música hoje em dia é confuso para as pessoas.

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Pode-se ouvir álbuns na íntegra no Spotify ou Rdio, vídeos são vistos no Youtube e Vevo e rádios são disponibilizadas no Pandora e Lastfm. "O AppleMusic é um serviço que irá simplificar o mercado de uma maneira que só a Apple pode fazer", argumenta. Iovine ainda divulgou que o AppleMusic usará curadoria humana para criar listas de reprodução que normalmente são produzidas através de algoritmos. Além disso, ao contrário de outros produtos da Apple, com exceção do Beats Music, o aplicativo estará disponível em Iphones, Ipad e aparelhos com sistema Android.

A plataforma poderá ser utilizada através de comandos de voz, uma vez que a assistente pessoal dos produtos Apple, a Siri, estará integrada ao AppleMusic. Segundo sites especializados, a Siri será capaz de atender a pedidos específicos, como "reproduza a canção mais popular de 1982".

FOTO: Reprodução

 

* Com Estadão Conteúdo



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