São Paulo, 03 de Dezembro de 2016

/ Tecnologia

A IBM e o Google dão uma mãozinha para startups brasileiras
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Veja como empresas estão se beneficiando com programas criados por grandes empresas de tecnologia. E saiba como ter acesso a essas vantagens.

O Brasil é um dos países mais empreendedores do mundo. Essa foi a constatação da pesquisa Global Entrepreneurship Monitor (GEM), realizada no Brasil pelo Sebrae e pelo Instituto Brasileiro de Qualidade e Produtividade (IBQP). 

No estudo, os brasileiros aparecem à frente de chineses, americanos e japoneses. A pesquisa também concluiu que a maior parte desses empreendedores é motivada por uma oportunidade de negócio – e não pela necessidade, como acreditam alguns especialistas. 

Muito antes que esse estudo fosse divulgado, grandes empresas de tecnologia como a Google a IBM já estavam de olho na vocação empreendedora dos brasileiros. Cada vez mais estão criando programas que ajudam startups nacionais a se desenvolverem. 

Além de aceleradoras e fundos de investimento, existem projetos que dão uma mãozinha para as empresas que estão em fase inicial. Conheça a história de alguns negócios que receberam essa ajuda e saiba como sua startup pode se beneficiar dessa oportunidade. 

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A ENGAGED E O GOOGLE

Conectar os alunos com as instituições de ensino: esse é o trabalho da startup curitibana EngagED. Fundada em julho de 2014, a empresa oferece uma plataforma que gerencia a captação e retenção de estudantes por meio de marketing personalizado.

“Muitas faculdades não tem um controle de quantas pessoas se interessam por seus cursos ou do que fazer atraí-las. Por isso, acabam perdendo muitas matrículas”, afirma Thiago Chaer Borges, fundador da Engaged. “Além disso, a evasão em algumas instituições pode chegar em até 50%.” 
    
A empresa também fornece softwares que conectam os alunos já matriculados com as instituições – algo similar a uma rede social interna. Por meio desses programas de computador, os alunos conseguem acessar materiais de apoio, consultar as notas das provas e esclarecer dúvidas. 

Com menos de um ano, a startup já conquistou dois clientes importantes: o Centro Europeu, que oferece cursos profissionalizantes e de idiomas, e a Universidade de Tuiutí do Paraná. 

Mas, acima de tudo, a empresa atraiu a atenção de um gigante: o Google. No ano passado, os sócios da EngagED ficaram sabendo por meio da Startup Grind – uma rede mundial de empreendedores – sobre um programa da empresa americana que dava apoio a negócios  em fase inicial. Entre os principais benefícios, estão US$ 100 mil em créditos para serem usados em serviços de nuvem do Google. 

A empresa de Borges se inscreveu e foi a primeira no país a obter esse apoio. “Começamos a usar os serviços em janeiro e, além de economizar, conseguimos oferecer um sistema de muita qualidade para nossos clientes”, diz Borges.  

Para aderir ao programa, as startups precisam preencher alguns critérios, como ser certificada por alguma aceleradora ou por um fundo de venture capital. Para saber mais sobre o programa do Google, acesse o site. 

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A INTOO E A IBM 

A startup Intoo – uma plataforma que faz cotação de crédito para empresas em diversos bancos – passou por uma situação parecida. 

Recentemente, os sócios foram procurados pela IBM para fazer parte do programa de incentivo a startups. “Além de créditos para usar o sistema de nuvem da empresa, tivemos interação com os especialistas da IBM, o que nos ajudou muito aprimorar as ferramentas da Intoo”, afirma Arthur Farache, presidente e co-fundador da empresa.

Com a implementação da tecnologia da IBM, a Intoo teve um crescimento de 40% na velocidade das operações e aumentou o número de visitas à sua plataforma online para 50 mil por mês num período de apenas cinco meses. A startup encerrou o ano de 2014 com R$ 100 milhões em transações na plataforma. 

"Acreditamos muito no potencial dessas startups, queremos cresce junto com essas empresas”, afirma Renata Zanutto, gerente do programa de empreendedorismo da IBM para América Latina. A empresa tem alguns critérios para escolher quem pode fazer parte do programa: as startups devem ter menos de cinco anos, o negócio tem de estar relacionado à tecnologia e devem estar vinculados a um programa de aceleração. Confira mais informações no site da empresa

A IBM também promove anualmente um evento chamado Smart Camp, em que empreendedores, investidores e mentores se unem para trocar conhecimento.  Uma das startups participantes também é escolhida como a mais promissora e  representa o Brasil na edição mundial do evento. No ano passado, a vencedora foi a NetShow.me e no ano anterior foi a Geekie. Para saber mais, acesse o site da IBM SmartCamp Brasil. 

 

 



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