Sustentabilidade

Diminui a diferença salarial entre homens e mulheres


A má notícia: em 2015, a queda de poder de compra atingiu ambos os sexos igualmente, de acordo com levantamento do IBGE


  Por Redação DC 28 de Janeiro de 2016 às 15:25

  | Da equipe de jornalistas do Diário do Comércio


A diferença entre os rendimentos médios recebidos por homens e mulheres nas seis principais regiões metropolitanas do País diminuiu em 2015, mas ambos perderam poder de compra, segundo os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

No ano passado, as mulheres receberam 75,4% da remuneração dos trabalhadores do sexo masculino. Em 2014, esse porcentual era de 74,2%.

A proporção do salário das mulheres em relação ao dos homens vem crescendo desde 2003, quando teve início a série anual da Pesquisa Mensal de Emprego (PME).

Porém, o resultado do ano passado se deu porque a renda real das mulheres caiu menos do que a dos homens. De acordo com o IBGE, a renda média dos trabalhadores homens recuou 4,3% em 2015 ante o ano anterior. Já a das mulheres cedeu 2,7% no mesmo período.

Em 2015, os trabalhadores do sexo masculino ganharam em média R$ 2.554,92 mensais. Já as mulheres receberam em média R$ 1.926,88 por mês, já descontada a inflação.

80 ANOS PARA ALCANÇAR A EQUIDADE

A disparidade salarial entre homens e mulheres vem diminuindo, mas a um ritmo considerado muito lento. No início dos anos 1990, o salário das mulheres, com no mínimo 13 anos de estudos, correspondia a 58% do salário médio dos homens nas mesmas condições. 

De acordo com pesquisa do Fórum Ecônomico Mundial, as desigualdades salarial e promocional entre os gêneros permanece tão elevada que  as mulheres levarão 80 anos para usufruir das vantagens da igualdade de gênero se for mantido o ritmo atual de mudanças. 

Com Estadão Conteúdo

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