São Paulo, 01 de Outubro de 2016

/ Opinião

Tecido esgarçado
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É falsa a ideia do governo de que estamos diante de uma "conspiração" contra o PT. São antigas as críticas ao projeto de poder daquele partido

“O comportamento de nossa elite dirigente, ainda que parte ponderável dela possa ser de origem humilde, é a de enxergar na massa, especialmente a votante, um contingente de apoio que será perene quanto mais depender dos favores do poder público, especialmente, de programas de governo que garantem a subsistência miserável, tornando permanente o estado de dependência e pobreza... enquanto a maioria silenciosa da classe média, em suas ramificações econômicas, pasma, assiste e paga a conta, sem perceber, o seu nível de discernimento, de indignação, vai se esvaindo, porquanto a repetição infinda de atos desabonadores no seu cotidiano a faz acreditar que aquilo é o normal, é o certo, para sobreviver... que inversão perversa de valores. A proliferação dos maus exemplos vindos dos políticos e governantes que tendem a se estender como um organograma esquematizado vira referencial do tipo salve-se quem puder... o crime não tem limites quando sabe que não haverá punição e/ou as leis o favorecem...”

Extraído do texto “O poder e os valores”, do livro “Cidadania Já”, de minha autoria, página 20 da segunda edição, de março de 2010.
 
“Está tudo errado, e as pessoas encarregadas de promover a mudança, eliminar os vícios e comportamentos incorretos são seus patrocinadores e disso se beneficiam... assim tem sido, assim será, enquanto a massa eleitoral não discernir entre o certo e o errado, entre o que é público e privado.”

Extraído do texto da coluna “Brasil, salve-se quem puder” publicada no Diário do Comércio em 11 de janeiro de 2011.

Usei dos simples exemplos, de quatro e de três anos atrás, para mostrar ao leitor que o grito de alerta, o brado de indignação que está ganhando corpo na imprensa brasileira contra os métodos de governo da era lulilma, de há muito são formulados por mim e não fazem parte de nenhuma conspiração, não são instrumentos de ódio ao povo, nem representam tentativas das elites de desestabilizar o governo petista. Enfim, não cabem nas falácias por eles utilizadas para tentar, sempre, desconstruir quem não concorda com seu projeto de poder eterno. E a cada dia mais gente enxerga o que eu já enxergava bem lá atrás. Trata-se de uma proposta de poder de um partido e nada mais.

As desculpas, sempre colocadas como escudo de defesa dos petistas e aliado$, de criar inimigos imaginários culpados pelos erros deles, os petistas e aliado$, além de “partir para cima”, agredindo, ofendendo verbalmente, quem deles ousa discordar, criando no Brasil “eles” e “nós”, começam a perder efeito.

As bravatas de Lula, o chororô permanente de Dilma, as catilinárias de Falcão perdem espaço a cada dia. As falsidades ideológicas de Gilberto Carvalho, os engodos de Marco Aurélio Garcia e outras “lideranças” petista comprometidas só consigo mesmas, somam um movimento de indignação que cresce no país, não por complôs ou motins, mas porque eles próprios se excederam tanto e há tanto tempo na arte de ludibriar o país que os fatos negativos, os seus malfeitos, vazam pelo ladrão, se a figura de retórica cabe aqui, sem que seja preciso existir oposição. Que começa a existir.

Tudo isto para dizer, sem ser, repito, nenhuma conspiração, que o país está tão cansado disso tudo que Dilma, vencendo novamente a eleição, à custa dos brasileiros que votam sem pensar, o Brasil não aguenta mais quatro anos de desmandos e ausência de rumos construtivos.

Não sou profeta do apocalipse. Mas está tudo tão evidente que é fácil prever que não haverá mais sustentação política, econômica e mesmo social, para um  mandato cujo objetivo é o poder pelo poder.

Estamos a caminho da degeneração dos costumes, valores, procedimentos éticos, educação, cidadania, pelos exemplos que vêm de cima.

E não é de agora. Se eu voltar mais ainda no tempo, pesquisando o que escrevo há anos, acharei isto tudo lá atrás, nada pessoal, mas fruto da vivência, da observação, no jornalismo. O tempo só me deu razão, e agora o coro nacional que se levanta contra os malfeitos do petismo se nivela ao que mostro com objetividade há tempos.

 



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