São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

/ Opinião

Ressurge o verde e amarelo
Imprimir

O PT criou um estágio na concepção da política contra o qual toda linguagem é eloquente. Sobretudo as vestes com as cores da bandeira

Uma espécie de subproduto das manifestações de domingo passado, a respeito da qual não se falou muito, foi a tomada das ruas com o verde e o amarelo na vestimenta das pessoas, de todas as classes, que foram protestar contra a presidente da República, o PT, e a corrupção que se tornou endêmica no país, desde a ascensão do petismo ao poder.

As multidões, com a predominância do amarelo da camisa da seleção de futebol, revelaram cristalinamente quais são as cores brasileiras (onde ainda cabem o azul anil e o branco) descartando definitivamente a tentativa de imposição do vermelho petista que conspurca as tradições nacionais.

Agora se constatou que quando todo tipo de brasileiro –sem a odiosa separação entre “eles” e “nós”, que Lula propaga- vai às ruas, ele se identifica com o verde e o amarelo, sem bandeiras partidárias, sem slogans politizados e sem organização de gabinete levada ao asfalto.

A comparação foi a que a governanta e seus ministros patéticos buscaram fazer entre a ida às ruas na sexta-feira, dia 13, em tese a favor do governo Dilma, e a de domingo, dia 15, sem comando organizado, sem preparação prévia em sindicatos e órgãos públicos, contra os desmandos petistas e a má gestão de Dilma, fulminou o petismo.

Na manifestação previamente organizada, pintada de vermelho pelas bandeiras do PT, da CUT e outros “vermelhos”, nada se viu de espontâneo.

Parte significativa dos presentes era de funcionários públicos, gente paga com um sanduiche e 35 reais, ônibus alugados pelas centrais apoiadoras e absoluta falta de identificação com o Brasil real.

Na manifestação verdadeiramente popular do dia 15, cada um foi por si mesmo, não houve pagamento algum, não teve distribuição de sanduiches e muito menos cartazes e slogans produzidos em série. Foi tudo espontâneo. E verde-amarelo.

Um banho de Brasil nas intenções sempre malévolas do petismo de transformar o país num reduto vermelho, fechado, sem liberdade.

Quem ainda dúvida das más intenções dos detentores do poder leia o documento interno da área de comunicação do Planalto que vazou e saiu na imprensa deste dia 18. Festival de arrogância, autoritarismo e declaração confessa de intenções de dominação.

A declaração insistente de humildade da governanta soa zombaria. A afirmação de aceitação de “diálogo” com a oposição é de fazer rir, pois chorar é uma opção que está restando para quem tentou transformar o país em seu servo e vai ver o tiro sair pela culatra, como já está saindo.

Cerca de 62 % dos brasileiros, o que incluiu parcela enorme de quem votou em Dilma, é só saber matemática, reprovam o governo Dilma.

E ainda é preciso explicar, desenhar, para “eles” entenderem. E não entendem.

Se a governanta quer mesmo acabar com a corrupção, comece pelos 29 milhões “ganhos” pelo consultor José Dirceu. Mais um tapa na cara que esse ilustre cidadão dá nos brasileiros trabalhadores de verdade.

Comece pelo Sr.Vaccari. Pelas roseimeires,erenices,dirceus da vida.

Comece dentro de Casa.

Só Lula não sabe, mesmo.

E, definitivamente, dê a prova de que o país precisa de suas boas intenções.

Até porque é ato de iniciativa exclusiva do Executivo. Corte já os ministérios pela metade.

Fora disso, o discurso não cola mais. E vai panelaço a cada declaração pública, pois perdeu a credibilidade. Vai ser vaia nas ruas.

Só o Sr. Rui Falcão e quem pensa como ele acha que “eles” ainda têm razão.

Se eu fosse a favor da censura –e não sou- censuraria toda fala desse cidadão. Agride até o bom senso.

Para completar, e com o verde-amarelo nas ruas prevalecendo, o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, diz que corrupção é só no Executivo. No Legislativo não tem.

Vistam o homem de verde-amarelo e vamos fazer uma vaquinha para pagar uma consulta num bom oculista. Ele enxerga outro Legislativo.

Finalmente, por hoje, que tal alguém presentear também o presidente do Senado com gigantescas doses de simancol?

Em 18 de março eu fico generoso.

“Brava gente brasileira, longe vá temor servil; ou ficar a pátria livre ou morrer pelo Brasil.”.

 



Programas como o Inovar Auto, para o setor automotivo, e a Lei de Inclusão Digital, foram considerados ‘subsídios disfarçados’ de políticas de incentivo

comentários

Monica de Bolle conta como a ex-presidente chegou ao poder disposta a governar de um modo diferente e acabou mergulhando o país na crise

comentários

Em palestra na ACSP, o cientista político Antônio Lavareda (à direita), especialista em eleições, disse que a história eleitoral associa maus resultados nas municipais às eleições seguintes

comentários