São Paulo, 25 de Março de 2017

/ Opinião

Quem quer ser um empreendedor?
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Se buscarmos o cenário ideal para abrir nosso negócio, ficaremos aguardando até a aposentadoria. Se somente enxergarmos problemas certamente estaremos fadados ao fracasso

Já se tornou um truísmo afirmar que, no Brasil, o ano começa depois do carnaval. Por sorte, neste ano o carnaval já esta aí. Mas se você realmente é um empreendedor, antigo ou recente, já sabe que o ano novo de trabalho começou ainda em 2016.

Para auxiliar nas metas de 2017, com muitas tendências prós e contras, vamos começar com um número real: R$ 513 bilhões é o valor de faturamento do varejo paulista. Do total, mais de 160 bilhões se refere às  vendas do varejo paulistano.

Este número de grande expressão é calculado pelo IBGE, mas se refere a 2014. É possível afirmar que a cifra está defasada. Depois veio a crise. Mas, na verdade, o que importa é o valor de sua receita, a proporção deste valor que veio para sua empresa.

De 2014 para cá muitas empresas fecharam, devido à crise acima da curva. É por isso rotineira a piada que a franquia com maior crescimento é a do "vende-se" ou "aluga-se". Mas o que dizer das empresas que deram certo, que estão em pleno vapor e superando em muito suas metas?

Qual será a preocupação delas se o valor total de vendas do varejo aumenta ou diminui, se passou de R$ 513 bi para R$50 bi. O importante, certamente, é o que está no seu caixa.

Se buscarmos o cenário ideal para abrir nosso negócio, ficaremos aguardando até a aposentadoria, da mesma forma que se somente enxergarmos problemas e iniciarmos com desânimo certamente estaremos fadados ao fracasso.

É em momentos difíceis que acontece a virada, em que os pequenos podem sair grandes, e os grandes podem virar lideres de seus segmentos.

Pense em diversos produtos e marcas que ao longo do tempo foram se perdendo. As mais conhecidas e antigas a começar pelas lojas de departamentos, Mappin, Mesbla e Arapuã; a rede de TV Manchete, a locadora de vídeo Blockbuster e muitas outras mais. Faltarão dedos para contar quantas empresas grandiosas e históricas surgem e nossa memória.

Todas acabaram devido a crises, interna, externa, de segmento como locadoras e por ai vai. Mesmo bancos visto como empresas que lucram muito, inclusive com a crise.

Quem não se lembra do boné do Banco Nacional utilizado pelo Senna? O Nacional também foi o primeiro patrocinador do Jornal Nacional. Ainda sobre os bancos podemos citar os casos do Banco Mercantil e Industrial do Paraná, com sua propaganda que dizia que o tempo passa, o tempo voa e a poupança Bamerindus continua numa boa.

Quantas lojas e marcas sumiram, se pontuar boa parte delas faliram em crises econômicas?

Outras grandes empresas se foram devido à mudança de comportamento das pessoas, como o uso de chapéus por exemplo. Cem anos atrás todos usavam chapéus: imaginem o tamanho destas empresas. Agora, hoje imaginem como estão.

Vamos trazer para os anos atuais, casos de empresas que sumiram sem nem mesmo percebemos. A Mabe produzia fogões, geladeiras, maquinas de lavar roupas e diversos itens de linha branca. Seu nome não muito conhecido, mas detentora das marcas General Eletric, Dako e Continental.

Lojas de sapatos como a Shoestock, que chegou a faturar mais de R$ 100 milhões anuais, não resistiu nem sobre o faturamento de 2014 que consta no início do texto. Fechou em 2015.

O Grupo GEP, proprietário das lojas Luigi Bertolli e distribuidor da GAP Brasil, com faturamento acima de R$ 500 milhões, está em recuperação judicial.

Poderíamos citar diversas, como Bmart que também está em recuperação.

O fato é que as marcas são como os galãs da Globo: quando um sai de cena, logo outro aparece. Nesta mesma linha, os galãs da Globo duravam décadas, e são famosos até hoje. Agora duram o tempo em que a novela está no ar.

Com a saída da Mabe, duas grandes e já antigas marcas de fogões, agora estão em todas as lojas de varejo nacional. São elas a Esmaltec e Atlas Fogões. Isso também ocorreu no setor de calçados e roupas.

Novos mercados serão abordados em outra oportunidade, mas cabe aqui um adendo ao mercado de e-commerce, novas mídias que entram cada vez mais no nosso dia a dia.

A força dos youtubers, feiras como Campus Party e toda influência causada na nova geração. Este movimento é tão forte que a novela da Globo deixa de influenciar e passa a ser influenciada por este mundo. Galãs de filmes agora vem da internet, devido à fama adquirida por eles nas redes sociais.

No segmento de varejo, a contrapartida vem de empresas que ao longo dos anos vem se consolidando e esperando para dar o pulo do gato em segmento.

Vou dar como exemplo a Preçolandia, loja de produtos para casa, concorrente da Camicado.

É bom salientar que há espaço para todas, mas somente uma está na liderança neste momento de crise. A Preçolândia está expandindo suas lojas, provavelmente devido à crise, negociando com melhores preços em produtos e em pontos de venda -o que acarreta menor preço ao consumidor, em maior procura, que traz mais vendas, que vem com maior receita, logo mais lojas, formando um círculo virtuoso.

É um exemplo claro de como surge um grande player no mercado. Já são grandes, a ponto de poderem investir durante uma crise econômica, e é justamente o que falamos aqui, do momento da virada, onde ocorre a troca do galã, o momento em que sua empresa entra na disputa para sair da crise como líder de mercado. Assim surgem as grandes marcas.

Não importa o tamanho da crise ou o momento econômico do País ou do mundo. É apenas mais um fator, dentre diversos que compõem a analise de risco do negócio.

Para assegurar o crescimento temos que estar preparados para ousar e adquirir a fatia de mercado suficiente para o crescimento do negócio.

O empreendedor tem que saber defender, atacar, cobrar a falta e fazer o gol; tem que saber como correr atrás do seu publico e vender seu produto.

Empreender pode ser para todos, ter sucesso depende de você. Planeje como um adulto, dedique-se como um jovem, mas não deixe de sonhar como uma criança!

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio



Urge a criação de uma vara criminal voltada a julgar casos de danos ao patrimônio ou ao serviço (caso dos ônibus) públicos e uma cadeia que acolha imediatamente os presos em flagrante

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A política brasileira está tão fora de sintonia com a realidade do país e os políticos tão preocupados em salvar a sua pele que já se começa a difundir a ideia de que a culpada de toda essa tragédia que assola o país é a Lava Jato!

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Respeitar o comando constitucional, que impõe a reserva de matérias para edição de lei complementar, traz mais segurança jurídica, especialmente em questão tributária

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