São Paulo, 04 de Dezembro de 2016

/ Opinião

Que nojo!
Imprimir

Se o PT estivesse hoje na oposição ele já teria implodido o partido do governo e seus representantes responsáveis pelos desmandos

Fico pensando, aqui com meus botões, se fosse o PT oposição e os partidos de oposição estivessem no poder, com tudo isto que está acontecendo com o Brasil.

O aparente caos que toma conta da vida nacional, confundindo as pessoas e as deixando sem referência, sobre o que é certo e errado, sobre quem é honesto e quem não é, sobre a mentira que virou verdade e a verdade que virou mentira e, com a volta da inflação refletida na queda brusca da capacidade de compra, na qualidade de vida é beira de abismo.

Por cima, ainda, em pleno verão, com falta d’água e de energia elétrica.
Imagine o leitor, se quem tivesse na campanha eleitoral, aterrorizado o país com imagens de que a comida sumiria da mesa se determinado candidato fosse eleito, não fosse quem se elegeu e está fazendo acontecer tudo que acusou no candidato de oposição.

Foi imposta uma mentira gritante que está sendo chamada de “estelionato eleitoral”, e a população brasileira, inclusive a parcela, mínima, que deu nova vitória à atual governanta, percebe que foi usada.
 
O reflexo é a queda brutal de popularidade da governanta e de outros políticos, uma vez que a espécie (ou será espécime?) está sem moral alguma com quem pensa e entende como o país está sendo saqueado de todo lado pelos governantes, políticos e empresários.

Falo dos maus, claro, porque ainda há bons, que se calam muitos covardemente.

Volto à questão inicial. Nesse quadro de devastação que o período Lula-Dilma-PT-Partido$ Aliado$$ está impondo ao país, se a oposição fosse o próprio PT e seus líderes falastrões, não sobraria pedra sobre pedra na demolição do status quo.

A oposição ao PT sempre foi e segue sendo de glúteos inflados. Não se articula, não se organiza, não planeja nem projeta, não age e deixa o país à beira do abismo, se contentando com discursinhos de protesto.

Não fosse a rebeldia (sem entrar no mérito dos motivos) isolada um ou outro, como por exemplo, o recém-eleito presidente da Câmara Eduardo Cunha, do PMDB, que sustenta o poder do PT, e o PT estaria ainda dando de galo, como faz, tentando ficar no poleiro de cima, quando está no de baixo sujeito a tudo que a posição traz.

O petismo, os falcões da vida, são notórios por tentar transformar realidades. Mostram-se braços erguidos, como vítimas, quando são réus.

Ah. Se fosse o PT na oposição e todos já teriam ido para casa. Ou cadeia. Conforme o caso.

Mas são raros os que têm vergonha na cara.

O petismo ajudou a derrubar Collor por muito menos. Viraram aliados de amor eterno.

O petismo bateu duro e transformou Maluf em ícone do errado. Hoje andam aos beijinhos e a roubalheira institucionalizada no país transformou Maluf em trombadinha de esquina. Na figura, porque não tenho provas. Quem acusava era o PT, hoje amante declarado do ainda deputado federal.

É um festival de hipocrisias, mentiras, falácias, tudo em tom solene, buscando acobertar as aves de rapina que, instaladas no poder, morrem de rir, inclusive, de quem reclama, protesta, discorda.
 
São semideuses sentados no trono, apoiado no erário, que brincam com um país inteiro, querendo dominá-lo eternamente para saciar seus apetites distantes da necessidade nacional e da mínima dignidade, decência.

Está tudo um nojo.

O governo não governa.

A oposição não faz oposição.

Os radicais se aproveitam.

A inflação volta.

A economia claudica, e o país vai afundando, sem luz e sem água. Que a governanta disse que graças a ela nunca mais faltariam. E os preços cairiam. Aumentaram.

E ainda quer recuperar credibilidade indo mais à televisão. Vai ler discurso de marqueteiro bilionário –com dinheiro público- e mentir deslavadamente. De novo.

Está tudo –repito- um nojo.

E a camada pobre da população paga todas as contas com sofrimento.

Inocentes.

Não sabem de nada.

 



Programas como o Inovar Auto, para o setor automotivo, e a Lei de Inclusão Digital, foram considerados ‘subsídios disfarçados’ de políticas de incentivo

comentários

Monica de Bolle conta como a ex-presidente chegou ao poder disposta a governar de um modo diferente e acabou mergulhando o país na crise

comentários

Em palestra na ACSP, o cientista político Antônio Lavareda (à direita), especialista em eleições, disse que a história eleitoral associa maus resultados nas municipais às eleições seguintes

comentários