São Paulo, 25 de Junho de 2017

/ Opinião

Que loucura está o Brasil...
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Está tudo tão confuso, tão degenerado, tão nojento que dá vontade de seguir a música que o cantor Silvio Brito interpreta tão bem: “para o mundo que eu quero descer...”

A situação política do país está tão complicada que se alguém disser que sabe o que está acontecendo, para onde isso tudo vai, no que dará e como poderá encontrar de volta um trilho de normalidade, estará simplesmente chutando.

De tal forma a podridão dos bastidores da vida nacional veio à tona e não para de trazer novidades que o brasileiro comum, aquele que é do bem, trabalha, paga impostos, luta para sobreviver com dignidade mínima num país indecente, está atônito, indignado e não sabe mais em quem ou no que acreditar.

Para piorar a situação, em face da imensa e oceânica imundice que cobre a vida institucional do país, os meios de comunicação, a chamada mídia (TV, rádio, jornais, revistas, internet) tem em cada veículo um defensor de seus interesses, sejam comerciais ou até ideológicos, e puxam os comentários e edições, montagens, para dar ênfase no que desejam que seja a verdade.

Forma-se um imenso painel de desinformações e comentários pouco isentos, que a mente do cidadão comum, transforma-se num caleidoscópio com fundo musical do Samba do Crioulo Doido.

Tornou-se um exercício de sofrimento diário ler os jornais, revistas, assistir telejornais ou ouvir noticiário nas rádios.

Não só pelas distorções evidentes de direcionamento dos fatos, como pelos próprios fatos em si, que revelam como os três poderes da República são canalhas. Mantém a estabilidade do país a serviço próprio.

Prestar atenção no que dizem os “líderes”, os magistrados, os parlamentares, os políticos é uma agonia, porque são os mesmos de sempre, tentando dar uma solução para os graves problemas que eles mesmos criaram por sua ganância e imoralidade.

Imaginar que uma conversa do mega criminoso Lula com o nada bobo FHC possa dar uma saída, é subestimar, como sempre, a inteligência dos poucos brasileiros que ainda estão sãos de mente.

Querer estraçalhar a Constituição com a ideia de eleições diretas é de um casuísmo assustador. Para que ter soluções constitucionais, então?

Ter que aguentar a bancada da chupeta do PT no Congresso é um filme de horror – são todos criminosos denunciados – e que se repete a cada dia, fazendo chorar as criancinhas em casa, incautas, que olharam na televisão.

Assassinam a cada intervenção o bom senso, a ética, a verdade, as leis e a língua pátria.

Que vergonha.

Está tudo tão confuso, tão degenerado, tão nojento (o acordo da PGR com Joesley Batista – um antibrasileiro - é inominável. Criminoso por si também) que dá vontade de seguir a música que o cantor Silvio Brito interpreta tão bem: “para o mundo que eu quero descer...”

Com 46 anos de jornalismo político nas costas, atravessando todos os períodos e crises de 1971 para cá, se me perguntarem o que acho de tudo isso, direi: sou um ingênuo, idiota, manipulado, traído, enganado e ainda acredito no país.

Não em que o tomou de assalto e há mais de um século o destrói em favor de interesses pessoais.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 



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