São Paulo, 26 de Junho de 2017

/ Opinião

Quanto mais velhos, melhores
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Nessa crise que o país atravessa, a presença lutadora e entusiasmada dessa geração mostra a vitalidade da sociedade

O professor Ives Gandra Martins, um dos mais conceituados juristas do Brasil, intelectual de mão cheia, presidente da Academia Paulista de Letras, aos 82 anos, é um incansável defensor do liberalismo econômico, da ética e das posições da Igreja Católica.

Escreve uma média de três artigos por semana e está sempre presente em seminários e debates universitários.

Pertence a uma família de talentos, sendo irmão do pianista João Carlos Martins, que, depois de impedido por doença de tocar, se tornou notável maestro. O filho, que carrega seu nome, é presidente do Tribunal Superior do Trabalho, muito respeitado por uma orientação firme e de muita coragem.

Poeta e filósofo, Ives Gandra tem especial amor às salas de aula, sempre preocupado com os brasileiros da nova geração, agora com a responsabilidade da reconstrução de um país abalado na economia, fragilizado na moral e empobrecido na educação.

Sua impressionante personalidade lhe permite se manter com visibilidade na defesa de seus ideais,  mesmo com uma elite que  não reage, acuada entre a perplexidade e a  pusilanimidade.

Mas o lutador conservador encontrou nas manifestações do cidadão comum nas ruas a identidade que o anima a permanecer neste front. Carrega e apregoa fidelidade às bandeiras que marcaram a vida de seu amigo Roberto Campos.

A geração dos 80, aliás, impressiona pela presença ativa na vida nacional. Na combalida Câmara dos Deputados, Paulo Maluf, de São Paulo, e Bonifácio Andrada, de Minas, são referências de disposição e assiduidade, ambos avançados nos 80.

São Paulo volta a ver as placas do arquiteto e construtor Adolpho Lindenberg, já na casa dos 90, e o irrequieto Abílio Diniz chega aos 80 no próximo dia 28.

Silvio Santos mostra um fôlego invejável. No meio artístico, então, ter 80 é sinal de juventude, como Fernanda Montenegro, Daisy Lúcidi, Tarcísio Meira, Mauro Mendonça e outros. Cada um tem um ideal a alimentar.

Nessa crise que o país atravessa, a presença lutadora e entusiasmada dessa geração mostra a vitalidade da sociedade. Homens e mulheres, que não se entregam diante das dificuldades, carregam convicções e lutam por elas.

Assim, as novas gerações se sentem na obrigação de uma contribuição serena e equilibrada para superação das imensas dificuldades que o país atravessa, com o sofrimento dos menos favorecidos. Bons exemplos!

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 



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Somos contra o AR porque prejudica consumidores, famílias, empresas, além de ser sete vezes mais caro do que a carta simples.

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