São Paulo, 23 de Junho de 2017

/ Opinião

Posição Facesp/ACSP - Homenagem à mulher brasileira
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Devemos assumir o compromisso de continuar lutando pela eliminação da desigualdade, nos empenhando para que seus direitos sejam efetivamente reconhecidos

Comemorado em 8 de março, o Dia Internacional da Mulher foi instituído pela UNESCO em 1977, como homenagem, justa mas insuficiente, ao importante papel desempenhado pela mulher no campo doméstico, na economia e na sociedade.

Teve também o objetivo de chamar a atenção para a discriminação - ainda existente em muitos países - contra o sexo feminino. 

No Brasil, apenas em 1934 Getúlio Vargas estendeu o direito de voto para as mulheres, medida que teve grande repercussão na época e, embora tardia e insuficiente, foi um passo importante no reconhecimento da importância feminina no campo político e em todos os aspectos da vida brasileira.

Os avanços desde então foram relevantes, mas ainda estamos longe do ideal da igualdade.

Com seu múltiplo papel de mãe, educadora, gestora do lar e propagadora de princípios e valores, a mulher ainda consegue se destacar, cada dia mais, na política, nos negócios, no mercado de trabalho, na cultura, nas artes e em muitas outras atividades, ocupando posições cada vez mais marcantes, com avanços significativos não apenas em termos numéricos, como na importância das posições que ocupam.

Como exemplo, aumenta significativamente a presença feminina no mundo dos negócios, seja como empresária, executiva ou em funções de destaque, trazendo para esse árido campo de atividade capacidade, dedicação e valores do lar e da família, tornando-o mais humano e respeitável.

Devemos nos penitenciar pelo fato de que as entidades empresariais ainda não refletem em seus quadros diretivos a importância que a mulher já apresenta nas atividades econômicas.

Mas, gradativamente, estamos buscando aumentar a representatividade feminina nas associações comerciais, embora estejamos muito longe de refletir sua relevância quantitativa e qualitativa.

Ao homenagear as mulheres brasileiras, devemos assumir o compromisso de continuar lutando pela eliminação da desigualdade ainda presente no País, não nos limitando ao reconhecimento do seu importante papel na sociedade, e na vida de cada um de nós, mas nos empenhando para que seus direitos sejam efetivamente reconhecidos e elas possam ocupar as posições que merecem em todos os campos da atividade humana. 



A qualidade de vida dos brasileiros está recuando a níveis do passado, em vez de crescer como os demais países em desenvolvimento

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Somos contra o AR porque prejudica consumidores, famílias, empresas, além de ser sete vezes mais caro do que a carta simples.

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Nessa revisão por que passa o Brasil, temos de cair na real em relação a vencimentos e vantagens nos três poderes, principalmente no Congresso e no Judiciário, onde os custos excedem os praticados em países ricos

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