São Paulo, 23 de Julho de 2017

/ Opinião

Odioso foro privilegiado
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O Brasil começa a ser um país sério. Mas ainda precisa limpar o ambiente político e arejar as instituições acabando com privilégios oficias que acabam protegendo corruptos

O texto que você vai ler abaixo foi por  publicado no Diário do Comércio em 15 de dezembro de 2014. Algumas coisas aconteceram; outras, como o foro privilegiado, ainda não. Vale a pensa insistir. Se deu certo com Lula, Dilma, o PT, fora do poder, esse privilégio odioso, injusto, um dia acaba também.

O país não pode se conformar com a corrupção em larga escala, que o PT pratica e escamoteia.

Na carta que escreveu ao rei de Portugal, em abril de 1500, anunciando a descoberta do Brasil, Pero Vaz de Caminha, segundo algumas interpretações, pediu emprego ao seu genro em Portugal. Surgiu daí, inclusive, a famosa designação “pistolão”, originada da palavra “epístola”, ou carta.

Seria isso já uma espécie de corrupção?

“Em dezembro de 1627, Frei Vicente de Salvador, conforme registro no livro “1500, A Grande Viagem”, escrevia sobre o Brasil:” “Donde nasce também que nesta terra nenhum home é republico, nem zela ou trata do bem comum, senão cada um do bem particular...”.

A corrupção é inerente ao ser humano e existe desde o surgimento do ser humano sobre a face do planeta.

A única forma de impedir que alcance níveis intoleráveis, como acontece no Brasil atual, é combatendo-a com rigor, através de leis, atitudes e punições que possam inibir sua presença em tons anormais.

É difundindo sua existência e mostrando aos cidadãos de bem o mal ela causa em todas as suas ramificações, como o desvio de dinheiro público, o favorecimento político, fraudes, o nepotismo, o uso ilegal, enfim, todas as suas formas.

Discuto há anos, através deste espaço, a possibilidade e já o texto de uma proposta de emenda constitucional que possa, num primeiro momento, ao menos, eliminar o foro privilegiado de parlamentares e governantes.

A sugestão inicial é de se alcançar os deputados e senadores e os ministros de Estado. O assunto está em discussão e ninguém no mundo político, Legislativo, Judiciário tem coragem de mudar algo. Do Executivo nem vou falar.

A grande vergonha que virou o escândalo da Petrobrás fosse o Brasil um país sério de verdade, onde as instituições democráticas funcionam no plano geral, mas claudicam no individual, e o governo Dilma já teria caído, o ex-presidente Lula estaria sob processo e todos os envolvidos afastados e sendo, como muitos estão igualmente processados.

(Nota do colunista: O Brasil começa a ser um país sério. Mas ainda precisa limpar o ambiente político e arejar as instituições acabando com privilégios oficias que acabam protegendo corruptos).

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio



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