São Paulo, 22 de Janeiro de 2017

/ Opinião

O sucesso dos colégios militares
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A politização imposta pelos anos obscuros do aparelhamento petista chegou às raias do absurdo, diante de uma sociedade perplexa e omissa


As instituições de ensino militares mais uma vez apareceram bem tanto no ENEM como no IDEB. 

Claro que são instituições com tradição de qualidade e administradas corretamente, com bom quadro de professores.

No entanto, na realidade atual, o ambiente reinante nas salas de aula no Brasil, na rede pública, nos leva a crer que o grande diferencial entre as escolas geridas por militares, inclusive pelas polícias militares nos estados, é a presença da ordem, da disciplina, do comportamento exigido a mestres e alunos. 

As salas de aula públicas do país apresentam quadro degradante, com ambientes sujos, vidraças quebradas, banheiros interditados, paredes externas grafitadas. 

E professores e alunos de bermudas, camisetas sem manga, chinelos e sandálias, sem o menor respeito que se exige para o estudo sério. 

A violência está nas salas de aulas e a impunidade é a regra. Já não se pode excluir maus elementos e professores com alto índice de absenteísmo não são advertidos nem descontados. As greves se sucedem.
 
Esse quadro torna impossível uma melhoria na qualidade do ensino, na formação do cidadão. 

A politização imposta pelos anos obscuros do aparelhamento petista chegou às raias do absurdo, diante de uma sociedade perplexa e omissa. 

O Almirante Augusto Rademaker, um dos grandes nomes de nossa Marinha, foi aluno do Colégio Pedro II e chegou a presidir a associação de ex-alunos. 

Intercedeu junto ao governo na liberação das verbas que permitiram a expansão da unidade de São Cristovão, no Rio de Janeiro. 

Natural que um dos pavilhões tenha recebido seu nome. Mas, recentemente, o presidente do Colégio Militar, nomeado pelo PT, reuniu a diretoria e retirou a homenagem ao ilustre brasileiro. 

Retrato do uso e abuso da instituição pública de ensino para fins políticos e da ideologia que prega ressentimentos, revanchismo e a divisão dos brasileiros.

Aboliram o culto da bandeira e o Hino Nacional e a disciplina de moral e cívica.

Portanto, é natural que, ao lado de escolas privadas, as instituições militares apresentem tão bom desempenho. 

Além, evidentemente, do reconhecimento internacional do IME, do EPCAR, do Colégio Naval, das escolas de aperfeiçoamento, como a EASA, de Cruz Alta, que forjam brasileiros conscientes, dignos, aptos ao serviço da pátria. 

O senador Cristovam Buarque, homem de bem, educador, apesar de crítico dos governos militares, reconhece que dois dos nossos melhores ministros foram os do presidente João Figueiredo: general Riben Ludwig e professora Ester de Figueiredo Ferraz, a primeira-ministra de Estado mulher do Brasil. É isso aí! 

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