São Paulo, 27 de Julho de 2017

/ Opinião

O sentimento popular
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O momento é de trabalho, de união e de objetividade. Para vencer a crise, vamos precisar disciplinar manifestações e coibir atos irresponsáveis de invasão de bens públicos

O eleitor vem amadurecendo ao longo do tempo e vai ficando vacinado contra o radicalismo e o coronelismo, dupla que tem dado ao Brasil uma boa safra de políticos que não honram o voto popular.

A reforma política que entrará na pauta precisa aperfeiçoar pelo lado institucional o nosso sistema, evitando candidaturas impostas e menos oportunidades para candidatos nanicos.

Alguns pontos parecem decididos, como a cláusula de barreira, para impedir essa vergonhosa proliferação de legendas, que o Judiciário, em momento infeliz, anulou, e a maioria para evitar segundo turno cair de 50% para 40% dos votos válidos.

A disputa onde houve segundo turno, especialmente no Rio, mostrou um eleitorado amadurecido, que fez a opção mais prudente, afastando os riscos de uma escolha perigosa pelas posições mais à esquerda e mais irresponsáveis.

O senador Crivella venceu uma campanha de baixo nível contra ele, procurando explorar parentes e apoiadores pouco recomendáveis, desde que nada de substancial pode ser apontado diretamente contra ele. Por onde passou nessa campanha, angariou simpatias e confiança .

Recebeu a adesão dos três candidatos do centro democrático, os deputados Índio da Costa, Carlos Osório e Flavio Bolsonaro, além de boa parte dos votos do candidato da máquina municipal.

Outras cidades importantes, como Juiz de Fora, em Minas, Blumenau, em Santa Catarina, Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, Petrópolis, no Rio, e todo ABC em SP, além de Ribeirão Preto fizeram a opção centrista.

O momento é de trabalho, de união e de objetividade. Para vencer a crise, vamos precisar disciplinar manifestações e coibir atos irresponsáveis de invasão de bens públicos.

Os eleitos, na maioria das cidades, têm um compromisso com a responsabilidade em todos os sentidos, e não apenas na fiscal.

O brasileiro sempre foi ordeiro e cordial. Apesar das recentes tentativas de se jogar pobres contra  ricos, negros contra brancos, prevalece a boa índole de um povo multirracial, multirreligioso e uma das maiores mobilidades sociais do mundo. Aqui, a maioria das cem maiores fortunas é de primeira geração.

O recado popular foi dado. Cabe ao presidente Temer ter  consciência de que, para sair da crise, temos de ousar, com segurança, respeito e ambiente voltado para o investimento e o emprego.

Não é necessário aumentar impostos, mas incluir a economia informal por meio de maior uso de controles eletrônicos, orientar e não intimidar o contribuinte.

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As opiniões expressas em artigos são de exclusiva responsabilidade dos autores e não coincidem, necessariamente, com as do Diário do Comércio

 



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